VÍDEO Essa semana, Rodrigo alertou-me para o "hit do inverno" e, desde então, a propagação foi tamanha que em todos os lugares ouço "qualquer coisa no seu quadrado, qualquercoisanoseuquadrado". O mais interessante é notar que o vídeo não é novo, mas data de 2006 ainda, como nós não tínhamos nos dado conta desse verdadeiro "ventilador cultural"? De qualquer forma, nunca é tarde para apreciar a arte. Sintam-se à vontade no seu quadrado.
http://www.youtube.com/watch?v=Ktgsn_G59os
MÚSICA Caminhando pela casa, eu, de repente, achei um livro sobre o "Dark Side Of The Moon", de Pink Floyd e, no mínimo, fiquei interessada em folear e decodificar cada página. Nada disso foi feito ainda, no entanto, visualizar o livro lembrou-me do imenso tempo que não ouço a banda. Aproveitei a deixa para ouvir e viciar-me na música que atrae, especialmente, a minha atenção nesse cd, Brain Damage. A explicação para esse circuito magnético é bem obscura, não sei o motivo da cisma com essa música, mas a dica é essa.
http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&ref=Musica&busca=brain+damage¶m1=homebusca&q=brain+damage&check=musica
QUADRO O quadro é realmente intrigante e o título ainda mais. Hoje, na minha pacata aula de História das Artes Plásticas tive o prazer de conhecer mais essa obra de Courbet, a grande expressão do Realismo francês. Com uma análise bastante ignorante, senti que aquele quadro não poderia ser de outro movimento artístico, é extremamente real o que observo naquela pintura, não por (talvez) parecer o que de fato é, mas pela crueza como tudo é exposto e pela sensação de, no mínimo, estranheza que a obra nos causa. Enfim, o Realismo literário e plástico atraem-me bastante.
http://www.rmn.fr/gustavecourbet/02parcours/img/20.jpg
sábado, 5 de abril de 2008
"Fica a dica."
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O caráter cênico.
Semana passada lembrei do livro que ganhei indo ao teatro há, pelo menos, cinco anos, assistir à peça O Alienista, baseado na obra homônima de Machado de Assis. Falando em artes cênicas, estou sendo uma aluna exemplar na cadeira do velho Bigi, passei o fim de semana lendo ou tentando ler a tal A Mandrágora, do maquiavélico, a fim de me preparar para o seminário de Júlia, Talita e Pacífico, o traidor (por sempre boicotar a nossa tentativa de boicotar a aula de espanhol), na segunda. Se eu soubesse que Talita ia narrar a peça de forma tão extasiante, confesso que não teria sacrificado meu fim de semana de descanso para ler as intermináveis páginas. Confesso, ainda, que eu não sabia o que significava o verbete mandrágora e muito menos sabia do poder de tal planta. De qualquer forma, como eu já previa, conclui que o Teatro Renascentista é bem mais interessante que o Teatro Romano, tema do meu trabalho, que me "obrigou" a ler O Eunuco, de Terêncio. Inclusive, desde o primeiro dia de aula naquela bodega esse eunuco me estressou, após quase quatro anos sem apresentar um único trabalho, eu precisava dar um show de apresentação em apenas três semanas. E achando isso pouco, Daniel ainda ficava me assombrando. Dos males o menor, quase eu não consigo apresentar por "bloqueio de memória", mas depois deu tudo certo, aposto num dez (ironia visível). E o feitiço virou contra o feiticeiro Daniel, que trocou o nome do protagonista Parmenão por Parmesão, mas ele gosta tanto de aparecer que não duvido que tenha sido um equívoco proposital. Voltando às bandas de Itaguaí, Simão de Bacamarte me encantou bastante com toda a sua determinação ao negar o pedido do rei de Portugal de permanecer regendo a Universidade de Coimbra com a sublime frase: "A ciência é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo." As conclusões do doutor da Casa Verde, contudo, culminou em algo bem trágico, até porque definir loucura é algo, no mínimo, louco e a pobre Dona Evarista sofreu as conseqüências como um cão, como o João de Santo Cristo, desde as primeiras páginas do conto. Esse fim de semana, Shakespeare será o autor da vez, vou tentar dar uma lida no Teatro Inglês até 1800, assunto do próximo seminário. Estou bem interessada nessa tarefa, porque desde o Teatro Romano leio sobre as influências de Shakespeare e estou chegando à conclusão de que ele é um copista (ironia, claro), sobretudo com a peça A Comédia dos Erros, bastante influenciada por Terêncio e por renascentistas que não vou citar nomes para evitar que Daniel fale "fica decorando os nomes dos autores desconhecidos para citar na aula", como ele me disse segunda-feira. É bom salientar que essa cisma de Daniel passou dos limites saudáveis e agora é loucura mesmo, aposto que o mestre Simão adoraria estudar esse fenômeno, porque já fui até ameaçada, por pouco não acontece a Terceira Guerra Mundial, segundo Diogo. Por hora, é isso. Inclusive, o caráter vai-e-volta deste texto foi uma homenagem ao livrinho mega chato dos franceses Philippe Breton e Serge Proulx, espero que ter lido aquilo tenha rendido os esperados dois pontos.
quarta-feira, 26 de março de 2008
O Jogo da Amarelinha - Cap. 07
"Toco a sua boca,com um dedo toco o contorno da sua boca,
vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão,
como se pela primeira vez a sua boca se entreabrisse,
e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar.
Faço nascer,
de cada vez, a boca que desejo,
a boca que a minha mão escolheu e desenha no seu rosto,
e que por um acaso que não procuro compreender coincide exatamente com a sua boca,
que sorri debaixo daquela que a minha mão desenha em você.
Você me olha,
de perto me olha, cada vez mais de perto,
e então brincamos de cíclope,
olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores,
se aproximam uns dos outros, sobrepõem-se,
e os cíclopes se olham,
respirando confundidos,
as bocas encontram-se e lutam debilmente,
mordendo-se com os lábios,
apoiando ligeiramente a língua nos dentes,
brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem com um perfume antigo e um grande silêncio.
Então,
as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo,
cariciar lentamente a profundidade do seu cabelo,
enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes,
de movimentos vivos, de fragância obscura.
E se nos mordemos, a dor é doce;
e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego,
essa instantânea morte é bela.
E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura,
e eu sinto você tremular contra mim,
como uma lua na água."
Júlio Cortázar
domingo, 23 de março de 2008
Evasão
A MISTRAL
Nasció en 7 de abril de 1889, en el Chile y fue la primera mujer latinoamericana a ganar el Premio Nobel de Literatura (1945). Su verdadero nombre es Lucila de María del Perpetuo Socorro Dodoy Alcayaga, pero utiliza el seudónimo Gabriela Mistral, en homenaje a sus poetas favoritos, Gabriele D'Annunzio y Frédéric Mistral, desde que recebió su primer premio. En sus poesías los temas principales hacen referencia al abandono de su padre y la muerte de su amante.
A BEZERRA
Nasció en la guapa mañana de domingo, en 6 de noviembre de 1988, en Recife, ciudad brasileña. Su infancia fue muy graciosa, ella suelava jugar sólo todas las tardes de profesora o presentadora en lo patio trasero de la casa de su abuela. Con el tiempo, ella passó a gustar de leer periódicos por influencia del su abuelo, que suelava leer todos, ciedo por la mañana. Ahora, Gabriela es una estudiante de periodismo muy satisfecha con su elección.
Não postarei nenhuma poesia de Gabriela Mistral, cabe a cada um o interesse ou a falta dele.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Quinta, sexta e sábado.
Nas férias os dias ficam mais longos e sobra tempo para apreciar o que realmente merece apreço. Quinta sai andarilhando, como de costume, pelas ruas da minha amada cidade. O destino foi o Poço da Panela, bairro bastante arborizado com ruas de pedra, onde mora o ilustre Ariano Suassuna. A calmaria do local remete às cidades interioranas, o som máximo é o canto dos pássaros. Os casarões antigos ou novos sugerem um certo ar de riqueza, alertando que se trata de um bairro nobre. Caminhei pelas ruas ladrilhadas durante algum tempo e percebi algumas "pracinhas", um busto de Mané alguma coisa, um campo de vôlei e uma pequena Igreja. Vi, ainda, um pouco do rio Capibaribe que se atreve a passar por lá. Logo na rua Real do Poço, uma perpendicular à avenida Dezessete de Agosto, nota-se o fim do asfalto e o início das ruas de pedras. A quantidade de verde no local também é admirável, algumas casas, inclusive, ostentam palmeiras reais nas calçadas. Fugindo do clima dos casarios, vi dois condomínios fechados, três ou quatro apartamentos, algumas ruas fechadas, uma academia e um colégio, que para não se diferenciar tanto da paisagem, é verde. Há uma realidade contrastante naquela ambientação tão bonita, algumas casas apresentam-se com fachada, digamos assim, não tão nobres. Literalmente às margens do bairro, existe uma parcela populacional de nível financeiro bastante inferior ao dos donos de Hilux que também moram nas redondezas. Depois de "xeretar" a vizinhança e sem obter o sucesso de encontrar a casa do mestre armorial, voltei à movimentada e bastante comercial Avenida Dezessete de Agosto.
Na sexta, ontem, tive um dia mais recluso e musical. Sob o lema de descansar, coloquei as pernas para o ar, como sugeriu Ascenso Ferreira, e permaneci em casa admirando a genialidade de Chico Buarque de Hollanda cantando as músicas que não canso de ouvir. Fiquei, então, a curtir as canções de protesto e deleite-me ao som das faixas do cd O Político. A letra de Acorda Amor, como de costume, chamou minha atenção com seu lirismo e dramaticidade contextual que bate à porta: "Era a dura, numa muito escura viatura".
Hoje, sábado, optei por enclausurar-me no conforto de casa e novamente assistir a Hair, de Milos Forman. O filme do tcheco naturalizado norte-americano foi um sucesso na década de 70 e continua bastante atual, mesmo que seu contexto histórico tenha mudado, afinal o "imperialismo" americano continua em voga. A irreverência do filme ao mostrar os "bastidores" do que foi a Guerra do Vietnã, a popularidade das drogas e o amor-livre dos hippies torna-o muito relevante, inclusive, como referência daquela época. As cenas hilárias, reflexivas e tristes no cenário de Nova Iorque ainda emocionam bastante; ao assistir, fico sempre na expectativa da mudança no desfecho, que me rouba algumas lágrimas.
**Créditos a Rafael, sempre presente.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Centenária.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Ontem.
-Acabamos de ser assaltados em frente ao quartel do Derby
-Roubaram o que?
-O celular.
-Vocês estão com celular ai? Liguem para o 190 e comuniquem isso.
*Programação da amostra: http://www.concepto.com.br/cclf/admin/modules/noticia/?id=324
sábado, 12 de janeiro de 2008
Garantia do fim da violência!?
- E o senhor acha que esse cemitério vai ajudar?
- Num saco de pano?
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Na lama do meu quintal.
Vida de estudante é andar de ônibus mesmo, mas na minha situação atual, até esse transporte já virou luxo. Então estou tendo o prazer e, talvez, o risco de aproveitar mais o Recife, literalmente com os pés no chão. Essas caminhadas à noite, tarde da noite, pela cidade rendem um certo friozinho na barriga, mas servem para aproveitar melhor a beleza da cidade. Não estranhem se parecer piegas demais, estou ainda mais apaixonada pelo Recife. As aventuras nos bacuraus do Cais de Santa Rita têm sido bastante freqüentes; nem sempre, porém, é possível desfrutar de um ônibus, muitas vezes preciso andar da rua do Parque Treze de Maio até o "encontro dos bacuraus" na madrugada parada de Recife nos "dias de branco". Enfim, acho legal a trilha, inclusive tenho observado que a cidade anda com muito policiamento. O que, de fato, irrita são os amigos (bem intencionados, claro) mandando eu apressar os meus curtos passos. Domingo foi um dos melhores dias vividos nessa parte velha da cidade, que inclusive tem quase uma Champs-Elysées em frente ao famoso Bar Novo Pina, é bom salientar que todos riram muito de mim quando fiz este comentário ufanista ontem. Nas tardes de domingo, é possível encontrar pessoas de todas as partes da "pirâmide social" nas ruas do velho Recife, fato bastante curioso e notório que se tornou ainda mais curioso e notório no dia 6 de janeiro, um domingo. A escassez de dinheiro sempre me leva para a cidade velha na garantia de um programa legal e barato, nesse dia não foi diferente, a surpresa foi o enorme som do maracatu que ecoava de longe. Meus conterrâneos sabem o quão corriqueiro é ouvir o batuque do maracatu nessas ruas; nesse dia, porém, presenciei o som do melhor maracatu que já ouvi. A harmonia era tanta que emocionava ainda mais, cada batuque batia forte no meu coração. Sempre gostei desse som estrondoso, mas domingo ele lavou a minha alma de uma forma que eu pensava que não existia. E era lindo observar todos os estamentos da tal "pirâmide social" vangloriarem o mesmo som da mesma forma, dava a impressão que algo naquele lugar unia as pessoas, pobres e ricos divertiam-se a admirar e curtir a cultura pernambucana. Ontem, preferi ficar pelo Treze de Maio, próximo à Faculdade de Direito do Recife, que tem carimbo do Império e da República, a fim de garantir uma acústica melhor para conversar. A vitrola de ficha dava um aconchego melhor ao lugar, um pouco de Beatles e um pouco de Águas de Março regavam a discussão. Uma modesta exposição fotográfica acontecia no bar, uma das fotos era do majestoso "pau de Brennand", que trouxe o tema (belezas do) Recife à mesa. Uma amiga havia ido ver de perto o monumento no começo do dia de ontem e estava ainda mais fissurada nessa obra ou insulto, segundo a opinião de alguns. Eis que o "pau de Brennand" não queria sair das nossas bocas (risos), passamos bom tempo falando sobre ele, que segundo a constatação visual de um dos integrantes da mesa, está cada dia mais próximo do Marco Zero. A conversa não se restringiu apenas ao plano cultural, divagamos também sobre a política, discutindo o futuro da cidade, Estado e país. Palpitando acerca das próximas eleições e da conduta política de "famosos" vereadores numa discussão bastante produtiva. Depois da quase expulsão do bar, devido à hora, fomos em busca do nosso bacurau Dois Irmãos, percorrendo a pé a longa e admirável rua da Aurora. Ainda arriscamos tirar fotos próximo ao caranguejo gigante e ao lado do ilustríssimo João Cabral de Melo Neto, que sempre está sentado à beira do Rio Capibaribe, assim como Manuel Bandeira. Já próximo de casa, não resistimos ao imenso desejo de imitar os beatles na capa do Abbey Road, a penúltima obra da banda. Após chegar em casa, jogamos Master, numa partida engraçada, em que, inclusive, uma das perguntas era sobre The Beatles e que o Ringo do nosso grupo, que vive querendo ser Lennon, acertou, claro. E assim o dia amanheceu e quem é de ônibus, pegou ônibus e quem é de pé, andou a pé.
domingo, 30 de dezembro de 2007
Ainda em 2007.
"Quem já não se perguntou: sou um monstro ou isto é ser uma pessoa?" Tal frase suscita a especulação paradoxal entre Hobbes e Rousseau, que nos impulsiona a refletir se o homem é essencialmente mau ou se é a sociedade que o corrompe. Além de recordar aos leitores o quão cruel e mesquinho é o ser humano, quando o compara com um monstro. O brilhantismo da ucraniana quase pernambucana (risos) torna-se ainda mais evidente na percepção da linguagem extremamente simples e eficiente utilizada pela autora, que não escraviza o leitor ao dicionário. A dificuldade encontrada ao ler Clarice está na complexidade do conteúdo e não na erudição vocabular, pois são textos repletos de psicologia, que, ao meu ver, muito lembra as análises psicológicas de Machado de Assis. Este ano, várias referências à autora foram feitas nos meios comunicativos, em virtude dos 30 anos de sua morte. Em função da admiração pela escritora e da celebração dessa data, não poderia deixar de homenageá-la ainda em 2007, ano em que, inclusive, tive a grande oportunidade de “conhecê-la” mais profundamente. No ensejo de tal homenagem, cito os versos proferidos por Chico Buarque durante uma das entrevistas que integram o livro Clarice Lispector: Entrevistas. Na ocasião, a entrevistadora (Clarice) havia pedido, num clima de informalidade, alguns versos ao músico.
"Como Clarice pedisse
Um versinho que eu não disse
Me dei mal
Ficou lá dentro esperando
Mas deixou seu olho olhando
Com cara de Juízo Final"
**Créditos a Luciana e a Rafael Martins pelo livro emprestado e pelos conselhos na contrução deste texto, respectivamente.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
XXVIII. Melinda e Melinda - Woody Allen.

domingo, 23 de dezembro de 2007
XXVII. Recife

sábado, 15 de dezembro de 2007
Será que todos os políticos são realmente iguais?
Gabriela:
Asclépio: O "Pedro Simon" se revelou um petista no ultimo instante votando a favor do PT e do Lula. Justo ele, que tanto brigou contra o PT e o Lula.Para mim foi um decepção!Será que todos os politicos são realmente iguais?
Responder
Isso é um verdadeiro absurdo Gabi. O que tenho para dizer a você é q não confie, nem acredite em todas as notícias veiculadas pela imprensa escrita ou televisiva. Muitas das informações são altamente vazias, quando não, são falsas inversões ou interpretações q n condizem com os verdadeiros fatos. Um dos mecanismos que ajudam os cidadãos a escolherem os seus representantes é a boa informação n só dos fatos, como e principalmente, de análises mais sofisticadas de dadas realidades. Infelizmente, nossa Ciência Política ainda é muito vã, se comparada a de outros países a começar pela dos EUA. Digo mais, não só nossa Ciência Política, como também a nossa própria democracia.
Explicarei. Para muitos seria um absurdo o que irei dizer. No entanto, há provas e estudos empíricos que apontam que o Brasil é um país governável e que a nossa democracia está em vias de consolidação. Para afirmar tal coisa, os analistas apontam que mecanismos como, fragmentação partidária, baixa disciplina, fisiologismo, estão presentes no nosso desenho institucional, mas não da forma como muitos acreditam. Ou seja, a relação entre Executivo e Legislativo vai muito bem obrigado e não há tanta fragmentação partidária, indisciplina e fisiologismo, muito pelo contrário.
Assim, a impressão que quiseram passar nessa notícia em relação ao Pedro Simon é falsa. Sua atitude é altamente compreensível por aqueles que têm acesso a informações mais refinadas sobre o jogo político saudável, e bom para a democracia. Toda a disputa política no Congresso ocorre perante a Instituição Partido Político. Logo, o razoável seria a identificação do candidato com o programa partidário. Via de regra, nosso sistema presidencialista é de um "presidencialismo de coalização". O que caracteriza tal desenho institucional é que em essência, os partidos proporcionam o respaldo parlamentar necessário e, em contrapartida, participam do governo. Por isso, como o PMDB faz parte da coligação governista, é mais do que claro, que Pedro Simon vote com a bancada governista, e que assim, votasse pela prorrogação da CPMF, já que esse provavelmente foi o voto defendido pelo seu líder. Já que ele possui alta identificação com o partido, ele segue, como todos deveriam, o voto do líder de sua bancada. Aqui, entram dois conceitos, o de disciplina partidária e o de líder do partido.
Para JAIRO NICOLAU, a disciplina partidária no Parlamento contribui para dar previsibilidade ao processo de produção legislativa. Por disciplina entende-se a fidelidade de um deputado à posição do líder da bancada nas votações nominais em plenário. E para FABIANO SANTOS, há no nosso Congresso a existência de líderes parlamentares em detrimento dos deputados como conjunto que legisla. Logo, infere-se daí de que se os líderes partidários têm poder efetivo, há realmente poder no Congresso, e poder disperso se o número de partidos expressivos for alto.
Enfim, a conclusão que chego é que não há nada de estranho na atitude do Senador Pedro Simon. Mas, muito pelo contrario, ele agiu da forma como todos nossos Excelentíssimos Parlamentares deveriam agir, respeitando a decisão do líder da bancada, e fazendo valer a disciplina partidária. Só um parêntese. Nesse caso, um Senador que agiu errado, foi o Senador Jarbas Vasconcelos, que votou contra a prorrogação da CPMF. (No entanto, até para essa atitude há uma explicação plausível, mas fica para um próximo texto).
Por fim, deixo para quem se interessar pelo debate alguns links, onde se poderá encontrar bons textos sobre esse debate iniciado aqui.
1) AMORIM NETO, Octavio. Presidential cabinets, electoral cycles, and coalition discipline in Brazil. Dados , Rio de Janeiro, v. 43, n. 3, 2000 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0011-52582000000300003&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 15 Dec 2007. doi: 10.1590/S0011-52582000000300003. (Há uma versão em português)
2) NICOLAU, Jairo. Disciplina partidária e base parlamentar na Câmara dos Deputados no primeiro governo Fernando Henrique Cardoso (1995-1998). Dados, Rio de Janeiro, v. 43, n. 4, 2000. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0011-52582000000400004&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 15 Dez 2007. doi: 10.1590/S0011-52582000000400004
3) PERFORMANCE PARTIDÁRIA E INCENTIVOS ELEITORAIS: DESVENDANDO OS MISTÉRIOS DOS LÍDERES - Dalson Britto Figueiredo Filho e José Alexandre da Silva Júnior. In: http://www.seminariopolitica.t5.com.br/docs/Papers/ST552.pdf. Acesso em: 15 Dec 2007.
4) Prestígio e Credibilidade na Seleção dos Líderes no Congresso Nacional - José Alexandre da Silva Júnior e Dalson Britto Figueiredo Filho. In: http://201.48.149.89/anpocs/arquivos/15_10_2007_10_43_36.%20e%20Dalson%20Britto.pdf. Acesso em: 15 Dec 2007.
5) PALERMO, Vicente. How to govern Brazil? The debate on political institutions and the policy-making process. Dados , Rio de Janeiro, v. 43, n. 3, 2000 . Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0011-52582000000300004. Acesso em: 15 Dec 2007. doi: 10.1590/S0011-52582000000300004. (Há uma versão em português)
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
O Voto na Educação
1) ESPANHA
- Graças à educação em pouco mais de 30 anos, passou de uma ditadura de costumes atrasados, para um país de economia forte.
- Na Europa, a Espanha se orgulha de ser o país mais bem educado do continente, pois proporcionalmente ela possui o maior número de universitários.
- Não há analfabetos entre crianças e adolescentes.
- Os deficientes físicos estão integrados ao sistema educacional e recebem um apoio especial para viverem com independência.
- E tudo isso propiciou o surgimento e fortalecimento da classe média já existente, um trabalhador que se mudou, do campo para a cidade, nestes últimos 30 anos, viu seu salário ser sextuplicado.
- O objetivo das escolas espanholas é: a de se transformar em um meio de inclusão social, assim o problema do país, que possui uma taxa de desempregados de mais de 20% entre os recém formados, é arranjar trabalho para tantas pessoas tão qualificadas. Porém, os próprios espanhóis admitem que um povo vive bem mais feliz, quando é educado e consciente de seu papel social, do que desempregados e analfabetos em todos aspectos.
2) CORÉIA DO SUL:
Esses investimentos, que só fazem crescer, resultaram em 98,5% dos adolescentes matriculados para freqüentar o ensino médio.
- As crianças da Coréia são os melhores alunos do mundo, não são superdotados, mas deram à sorte de terem nascido no país que possui o melhor ensino básico do planeta.
- As escolas por fora não têm nada de especial, mas veja o que faz a diferença:
1) A grande parte dos professores coreanos possui mestrado em educação, pois o docente é obrigado a possuir um Curso Superior.
2) A tecnologia associada à motivação são instrumentos para melhor aprender. Os estudantes passam de 8 à 15 horas nas escolas, suas notas são acima de 8,0, pois lá se o aluno não aprende o “culpado” é o professor. Nesse grande período, os alunos têm aulas de japonês, alemão... Ao total são ofertados 7 idiomas, além disso, aprendem a programar computadores, a entender História..., eles falam que os coreanos não querem ser perdedores, assim, o governo dá incentivo a uma educação voltada à economia, ao mercado de trabalho competitivo.
3) Os professores recebem em média, R$ 10.500,00, por mês. Além de serem atualizados e avaliados a cada 2 anos.
Tudo isso em um país que nos anos 50, estava destruído por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, e que deixou 1 milhão de mortos e a maior parte da população na miséria.
1/3 dos coreanos do período da guerra eram ANALFABETOS.
Hoje, 4 em cada 5, chegam à universidade.
3) CHILE:
- A Revolução sem Armas no Chile começou nos anos 90, é verdade que mesmo antes sua economia já crescia, mas depois da consolidação de um projeto nacional de educação, esse crescimento se firmou. Hoje, o país cresce em média 7% ao ano.
- De 1990 a 2005:
1) Triplicou o investimento em educação.
2) Os professores tiveram o maior aumento nos salários, se comparado ao dos outros funcionários público, 140% acima da inflação.
- Para os chilenos que privatizaram suas Universidades, e melhoraram os ensinos fundamental e médio, o sistema brasileiro de Universidades públicas é um “escândalo”, pois este sistema reproduz as desigualdades sociais.
- Número de chilenos nas universidades, mesmo sendo elas pagas:
- No Chile, 90% dos estudantes têm acesso a computadores e 80% a internet.
4) IRLANDA:
Os irlandeses sempre estiveram na periferia da Europa, em termos geográficos e também econômicos. Um dos países mais pobres do continente, vê desde o século XIX, seus habitantes, sempre que podiam, imigravam. Quem vai hoje a Dublin, capital da Irlanda, não reconhece esse passado de tanta dificuldade, pelo contrário essa cidade hoje atrai imigrantes. Hoje, ela tem uma vida cultural rica e o país prosperou a ponto de ser conhecido como um “Tigre Celta”, alusão feita à taxa de crescimento que só se vê em países da Ásia.
Quase mortos de fome com pouca educação, muitas vezes analfabetos, os imigrantes irlandeses no mundo anglo-saxão sempre tiveram uma fama mais para ruim. Na Inglaterra até hoje, existem piadas que mostram os irlandeses como burros, ignorantes, como todo esteriótipo existe um pouco de verdade, afinal eram mesmo os mais pobres, os mais mal-preparados, os que deixavam o país, mas isso é só um lado da história.
Afinal a Irlanda é terra de grandes escritores da língua inglesa, James Joyce, Beckett, Swift, Oscar Wilde, Shaw, três deles ganharam o prêmio Nobel de literatura. O apreço ao saber sempre existiu, tem uma universidade fundada em 1592, onde a tradição de excelência é reconhecida, mas ela era somente para protestantes, que apoiavam a colonização britânica no país, os católicos maioria da população ficavam de fora.
Em um país que só conseguiu sua independência no início do século XX, e que vivia em brigas religiosas, que tanto atrapalhavam mudar esse quadro de pobreza não era nada fácil, mas vários fatores contribuíram: a entrada na União Européia, a aproximação cultural com os Estados Unidos, mas o investimento em educação foi crucial.
Jovens que chegam à Universidade
Antigamente, os jovens que se formavam deixavam o país, pois não havia emprego, hoje, esse pequeno país com 4 milhões de habitantes importa mão-de-obra, os vários descendentes estão voltando para investir no país de seus antepassados. A economia irlandesa está ancorada em alta tecnologia e também na indústria farmacêutica, setores que demandam constante estudo, inovação, imaginação. O investimento em educação rendeu uma revolução no padrão de vida dos irlandeses, hoje eles são mais ricos do que seus vizinhos, os britânicos que os tratavam com desprezo. E a previsão é que em 2 anos superem a renda per capita dos norte-americanos.
Os irlandeses que pareciam retirantes fugindo da seca, hoje educadamente comemoram um novo lugar ao Sol.
Entre tantos outros fatores que passam pela EDUCAÇÃO como força motriz de taxas de qualidade de vida, conforto e prosperidade. É por isso que voto na “REVOLUÇÃO PELA EDUCAÇÃO”, voto em Cristóvam Buarque, 12. E espero que do ponto de vista ideológico, se isso te convenceu, faça o mesmo, vote 12, ao menos para mostrar a sociedade brasileira que mesmo sem ser eleito, houve uma mobilização em torno de um tema importantíssimo, como é a EDUCAÇÃO. Se quiser obter mais informações, sobre a campanha de Cristóvam, ou seja, todos os outros projetos que discorrem da educação, acesse: www.cristovambuarque12.com.br. Obrigado pela atenção. Acredite, essa revolução não é utopia, ela é possível basta você querer.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007

sexta-feira, 16 de novembro de 2007
nããããão
to entediada de olhar pra esse quadrado
gabi diz:
a vida vai bem
gabi diz:
to boazinha
manuca diz:
eu também ja to ficando entediada!
manuca diz:
e o pior:
manuca diz:
tenho que estudar!;~~~~~~
gabi diz:
idem, baby
gabi diz:
:P
gabi diz:
a vida é assim mesmo
gabi diz:
quanto mais a gente estuda, mais decobre q tem q estudar
manuca diz:
aoieoaeohaoehoaheoiajeojsoaheoaheshkhsohoaeohahaouhe
manuca diz:
pois éé!
manuca diz:
e eu nao gosto desses tipos de descobertas!
manuca diz:
:T
manuca diz:
aoijeoiaje
manuca diz:
haha;P
gabi diz:
pois é, inclusive acho q vou nessa, aproveitar essa conscientização e estudar algo
gabi diz:
ajshdkajshdjksadhkasjdas, mas é po, apoi vc vai cansar de descobrir isso,
gabi diz:
e perceber q nada de "crazy life crazy" enquanto não estudar
manuca diz:
aa vai não!
gabi diz:
manuela, vc quer me corromper, é???
manuca diz:
não me abandone gabizinha !
gabi diz:
akjshdjsakhdkjashdjsa
manuca diz:
nãããã~~aão!!!
gabi diz:
eu tenho q estudar pra garantir o feijão, po
manuca diz:
NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO!!
manuca diz:
aiuheiuahehaeohaeuaiehiahe
gabi diz:
shdjkahsdkjahsdkjashdkjas
terça-feira, 13 de novembro de 2007
"De que me vale ser filho da santa?"
domingo, 11 de novembro de 2007
arte ou lixo?
"Absurdo na arte - ASSINEM!!!
Um artista da Costa Rica, Guillermo Habacuc Vargas, expôs um cão vadio faminto numa galeria de arte. O cão estava PRESO NUMA CORDA CURTA. NINGUÉM ALIMENTOU OU DEU ÁGUA ao pobre cão, que MORREU durante a exposição. (ARTE OU LIXO??) Guillermo Habacuc Vargas foi o artista escolhido para representar o seu país na "Bienal Centroamericana Honduras 2008". Existe uma petição onde é pedido que ele NÃO RECEBA este prémio. Por favor assinem preenchendo o nome, email, Localidade e País. http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
PARA VER O QUE CHAMARAM DE ARTE ENTREM: http://www.marcaacme.com/blogs/analog/index.php/2007/08/22/5_piezas_de_habacuc
ou http://elperritovive.blogspot.com/
Absurdo, muito absurdo isso.... " (Yael Hoffenreich)
*Créditos à senhorita Yael que manifestou tal indignação no orkut.
"EU INTERCEDO PELOS ANIMAIS. EU HUMILDEMENTE SOLICITO QUE VOCÊS AJUDEM A PROTEGÊ-LOS DAS CRUELDADES DA MODA, DAS CRUELDADES COMETIDAS EM NOME DA CIÊNCIA E DA PESQUISA. ESSAS CRIATURAS MUDAS, NÃO NOS FIZERAM MAL. ELAS NÃO TÊM FORÇA PARA NOS RESISTIR. SÃO VÍTIMAS DA NOSSA TIRANIA E MALDADE. QUEM VIRÁ AO SEU SOCORRO." (Mahatma Ghandi)
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
20. Plátano
vários racimos de plátano dulce.
Fruta común en todas las mesas brasileñas,
pobre o rica.
Casa de buena gente, plátano siempre tiene.
“A precio de plátano”,
una fruta que no hace distinción monetaria.
En el desayuno,
plátano con miel.
En la comida,
plátano en la ensalada de frutas para postre.
En la cena,
plátano frito.
Plátano,
una fruta tropical de origen asiática,
que macacos adoram y la gente reverencia.
