Está na fala do ex-jogador argentino Diego Maradona, mas acredito que esse é o sentimento de muitos turistas que vieram ao Brasil para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2014: "O que se pintava é que seria um caos. Parecia que teríamos de comprar uma arma ao desembarcar por aqui, mas não foi nada disso".
Sabe-se que, por motivos políticos, descrença ou puro pessimismo, muitos brasileiros desacreditaram o mundial. Não faltaram previsões de que passaríamos um grande vexame diante dos visitantes. O vexame até existiu, mas por motivos exclusivamente futebolísticos, que não vêm ao caso agora.
A má expectativa acerca da sede desta Copa do Mundo também veio de fora. Às vésperas do mundial, os governos de diversos países elaboraram e distribuíram cartilhas que, ao meu ver, mais alarmavam do que alertavam as pessoas dispostas a acompanhar as suas seleções na competição no Brasil. Enumeravam-se vários problemas que poderiam ser encontrados aqui, chamando atenção, principalmente, para a infraestrutura e a questão da violência, inquestionáveis problemas brasileiros.
É possível que o recado tenha sido exagerado e, talvez por isso, agora surjam comentários como o de Maradona. Sem falar que passamos a copa inteira observando, in loco ou pela TV, torcedores e jogadores das mais diversas bandeiras manifestando seus encantos pelo nosso país. Ao que parece, vir ao Brasil foi uma surpresa positiva para gente do mundo inteiro.
Para quem é daqui também foi uma experiência interessante observar tudo isso. Às vezes somos desconfiados, teimando em não acreditar no nosso potencial. Assim, foi bom ouvir dos outros que temos muito do que nos orgulhar. Ao sediar um evento para os quatro cantos do mundo, percebemos que nossas belezas naturais e artísticas encantam os estrangeiros oriundos dos lugares que imaginamos impecáveis e, principalmente, descobrimos que nosso jeito de ser é admirado por pessoas de nações que invejamos.
A Copa do Mundo de 2014 foi uma boa oportunidade de nos valorizarmos mais. Afinal, somos um povo cheio de virtudes. Muitas vezes, não percebemos isso, seja pelo afamado "complexo de vira-latas" ou por nunca termos tido a oportunidade de enxergar o Brasil a partir de um olhar mais distante.
Nas redes sociais, circula uma lista elencando coisas simples do nosso dia a dia que encantaram muitos turistas. Claro que não é apenas cultivando o hábito de aplaudir o pôr-do-sol, citado na tal lista, que melhoraremos o País. É preciso muito mais, desde consciência cidadã até vontade política. Contudo, será importante para esse percurso de desenvolvimento a aquisição de uma autocrítica menos cruel com nós mesmos e mais antenada com o mundo.
Por fim, acredito ser possível dizer que, se não nos engrandeceu enquanto torcedores ansiosos pelo hexacampeonato, esta copa nos serviu de grande lição como povo brasileiro. Que sigamos, cientes das nossas limitações, mas também orgulhosos das nossas qualidades.
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terça-feira, 22 de julho de 2014
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Vai que é tua, Brasil!
Estamos a poucas semanas da Copa do Mundo 2014. Há alguns anos, imaginei que estes dias seriam bem diferentes. Sinto falta de mais verde e amarelo, de mais bandeiras, de muros pintados e de felicidade. Ao menos é assim que costumo lembrar das vésperas das copas anteriores. Em particular a de 1994, que não sai da minha cabeça. Lembro de bastante coisa para alguém que tinha apenas cinco anos. Não me esqueço, por exemplo, de que cheguei a escrever uma cartinha para Dunga. Por algum motivo (este, sim, não lembro), o capitão era o meu jogador predileto naquele time inesquecível. Aquela era, oficialmente, a minha primeira copa. De 1990, não recordo nada.
Apesar dos 24 anos sem conquistar títulos (ou por causa disso), em 1994, notei mais entusiasmo nas ruas, ao menos no Recife, minha cidade. Diversos estabelecimentos comerciais e marcas distribuíam tabelas com os jogos da copa. Até colecionei. Depois elegi a mais bonita para marcar os resultados. Nas ruas, era incontável o número de carros que carregavam a bandeira brasileira flamulante na janela. Na escola, a professora (4ª série) mobilizou toda a turma para montar um mural com as bandeiras das seleções participantes. Coube a mim, pintar a Dinamarca. Os muros também estavam pintados de verde e amarelo. Hoje, em contraste, noto certa apatia, apesar de a Copa 2014 ser no nosso quintal.
Claro que a minha visão acerca de 1994 pode estar superdimensionada, afinal, como disse, tinha apenas cinco anos. Depois que a cresci, percebi que a casa de vovó não é tão grande quanto imaginava na minha infância, por exemplo. Sem falar que aquela Copa mexeu demais comigo. Tudo novo e muita emoção. Aprendi sobre prorrogação e pênalti. E que pênaltis aqueles da final! É verdade que detalhes pequenos (!), como regra de impedimento, só aprendi anos depois. Enfim, 1994 é mais especial para mim do que 2002, mesmo com todos os "R" em campo. Taffarel é um ídolo até hoje (inclusive porque joguei como goleira no time da faculdade).
Dos jogos mesmo, lembro muito pouco. Recordo que achei engraçado o nome "Camarões" e o apelido "Laranja Mecânica", alguns dos adversários do Brasil. Só lembro uns flashes desses jogos e, claro, da (incrível) final. Recentemente, revi o duelo contra os italianos. É aquela mesma história sobre a casa de vovó acima, percebi que a seleção não era tão espetacular assim. Mas, se faltava técnica, sobrava garra. E amor. A união e sintonia entre os jogadores era realmente contagiante. E isso até hoje me emociona. A final foi de ameaçar os cardíacos de plantão. A bola não queria entrar de jeito nenhum! Eu não entendia direito como funcionava os pênaltis, mas ficava aflita a cada cobrança. Agradeço demais a Roberto Baggio por ter encerrado aquilo da melhor forma possível. No dia seguinte, fiquei desfilando na rua com uma bandeira do Brasil de plástico, brinde de um jornal local.
Somente há dois anos, conversando com um amigo italiano, descobri que Baggio era ídolo. Muitos garotos italianos aderiram ao seu look na época, à semelhança do que fizeram aqui em 2002, imitando o cabelo à Cascão, de Ronaldo Fenômeno. Sempre me coloquei no lugar do jogador italiano, refletindo acerca da tristeza de ser, ainda que injustamente, a principal lembrança da derrota da Itália naquele ano. Outro fato que só me dei conta (muitos) anos depois, revendo vídeos, foi a homenagem a Ayrton Senna. Afinal, em 1994, ganhamos um título, mas perdemos um ídolo.
Se adoro forçar a memória para lembrar da conquista do tetracampeonato, não preciso me esforçar para esquecer 1998. Não sei se em função do desfecho, mas realmente lembro pouco dessa Copa, embora a partida entre Brasil e França, claro, seja difícil de esquecer. E de engolir.
Em 2002, o Brasil se reergueu com o obstinado Felipão. Mesmo sem Romário. Não faltaram televisões ligadas e a "lei do silêncio" foi rompida. A torcida não parava nem de madrugada.
Enfim, nasci numa época em que Copa virou, praticamente, sinônimo de "Brasil na final", ainda que nem sempre campeão (malditos franceses!). Fiquei mal acostumada. Sofri nas Copas seguintes com a ausência das cores verde e amarela nas finais de 2006 e 2010. E me enchi de esperança quando descobri que, em poucos anos, o Brasil jogaria no Brasil a próxima Copa do Mundo. Não recordo quando me dei conta disso, mas os planos foram muitos desde então. Meu desejo era ver todo o espetáculo de perto e, principalmente, sentir a mobilização de todo o País para esse grande evento.
Eis que chego no hoje e encontro um cenário diverso dos sonhos. Afinal, a seleção não jogará tão no meu quintal assim. Para ver o Brasil jogar, precisaria me deslocar, no mínimo, uns 700 quilômetros. O jogo mais próximo ocorrerá em Fortaleza, onde encontraria hospedagem por preço elevado, se me dispusesse a pagar por passagens de valor considerável. Lógico que a Copa não é para todos. E não seria diferente justamente no Brasil, um país repleto de desigualdade. Mas o que me entristece não é isso.
Frustante mesmo é não ver hoje o que elenquei no primeiro parágrafo deste texto, cheio de tergiversações e memórias. Os brasileiros não estão satisfeitos com a forma como as coisas foram conduzidas, com os elevados e inflacionados (!) gastos com os estádios. Também entristece a nação observar que os estrangeiros questionam (com razão) a infraestrutura que temos para oferecer. Os governos de seus países promovem alertas sobre a falta de segurança no Brasil. Os turistas têm medo de vir para cá. Contudo, imensamente mais duro é perceber que nós, brasileiros, temos cada vez mais medo por viver aqui. Cadê o verde e amarelo nos muros e as bandeiras nas ruas? E, principalmente, cadê a felicidade de estar sediando o que poderá se traduzir no hexacampeonato da seleção brasileira? Que as reflexões acerca do momento que estamos vivenciando no País e as ações efetivas para solucionar tudo isso sejam o grande troféu que conquistaremos nesta Copa. Vai que é tua, Brasil!
Apesar dos 24 anos sem conquistar títulos (ou por causa disso), em 1994, notei mais entusiasmo nas ruas, ao menos no Recife, minha cidade. Diversos estabelecimentos comerciais e marcas distribuíam tabelas com os jogos da copa. Até colecionei. Depois elegi a mais bonita para marcar os resultados. Nas ruas, era incontável o número de carros que carregavam a bandeira brasileira flamulante na janela. Na escola, a professora (4ª série) mobilizou toda a turma para montar um mural com as bandeiras das seleções participantes. Coube a mim, pintar a Dinamarca. Os muros também estavam pintados de verde e amarelo. Hoje, em contraste, noto certa apatia, apesar de a Copa 2014 ser no nosso quintal.
Claro que a minha visão acerca de 1994 pode estar superdimensionada, afinal, como disse, tinha apenas cinco anos. Depois que a cresci, percebi que a casa de vovó não é tão grande quanto imaginava na minha infância, por exemplo. Sem falar que aquela Copa mexeu demais comigo. Tudo novo e muita emoção. Aprendi sobre prorrogação e pênalti. E que pênaltis aqueles da final! É verdade que detalhes pequenos (!), como regra de impedimento, só aprendi anos depois. Enfim, 1994 é mais especial para mim do que 2002, mesmo com todos os "R" em campo. Taffarel é um ídolo até hoje (inclusive porque joguei como goleira no time da faculdade).
Dos jogos mesmo, lembro muito pouco. Recordo que achei engraçado o nome "Camarões" e o apelido "Laranja Mecânica", alguns dos adversários do Brasil. Só lembro uns flashes desses jogos e, claro, da (incrível) final. Recentemente, revi o duelo contra os italianos. É aquela mesma história sobre a casa de vovó acima, percebi que a seleção não era tão espetacular assim. Mas, se faltava técnica, sobrava garra. E amor. A união e sintonia entre os jogadores era realmente contagiante. E isso até hoje me emociona. A final foi de ameaçar os cardíacos de plantão. A bola não queria entrar de jeito nenhum! Eu não entendia direito como funcionava os pênaltis, mas ficava aflita a cada cobrança. Agradeço demais a Roberto Baggio por ter encerrado aquilo da melhor forma possível. No dia seguinte, fiquei desfilando na rua com uma bandeira do Brasil de plástico, brinde de um jornal local.
Somente há dois anos, conversando com um amigo italiano, descobri que Baggio era ídolo. Muitos garotos italianos aderiram ao seu look na época, à semelhança do que fizeram aqui em 2002, imitando o cabelo à Cascão, de Ronaldo Fenômeno. Sempre me coloquei no lugar do jogador italiano, refletindo acerca da tristeza de ser, ainda que injustamente, a principal lembrança da derrota da Itália naquele ano. Outro fato que só me dei conta (muitos) anos depois, revendo vídeos, foi a homenagem a Ayrton Senna. Afinal, em 1994, ganhamos um título, mas perdemos um ídolo.
Se adoro forçar a memória para lembrar da conquista do tetracampeonato, não preciso me esforçar para esquecer 1998. Não sei se em função do desfecho, mas realmente lembro pouco dessa Copa, embora a partida entre Brasil e França, claro, seja difícil de esquecer. E de engolir.
Em 2002, o Brasil se reergueu com o obstinado Felipão. Mesmo sem Romário. Não faltaram televisões ligadas e a "lei do silêncio" foi rompida. A torcida não parava nem de madrugada.
Enfim, nasci numa época em que Copa virou, praticamente, sinônimo de "Brasil na final", ainda que nem sempre campeão (malditos franceses!). Fiquei mal acostumada. Sofri nas Copas seguintes com a ausência das cores verde e amarela nas finais de 2006 e 2010. E me enchi de esperança quando descobri que, em poucos anos, o Brasil jogaria no Brasil a próxima Copa do Mundo. Não recordo quando me dei conta disso, mas os planos foram muitos desde então. Meu desejo era ver todo o espetáculo de perto e, principalmente, sentir a mobilização de todo o País para esse grande evento.
Eis que chego no hoje e encontro um cenário diverso dos sonhos. Afinal, a seleção não jogará tão no meu quintal assim. Para ver o Brasil jogar, precisaria me deslocar, no mínimo, uns 700 quilômetros. O jogo mais próximo ocorrerá em Fortaleza, onde encontraria hospedagem por preço elevado, se me dispusesse a pagar por passagens de valor considerável. Lógico que a Copa não é para todos. E não seria diferente justamente no Brasil, um país repleto de desigualdade. Mas o que me entristece não é isso.
Frustante mesmo é não ver hoje o que elenquei no primeiro parágrafo deste texto, cheio de tergiversações e memórias. Os brasileiros não estão satisfeitos com a forma como as coisas foram conduzidas, com os elevados e inflacionados (!) gastos com os estádios. Também entristece a nação observar que os estrangeiros questionam (com razão) a infraestrutura que temos para oferecer. Os governos de seus países promovem alertas sobre a falta de segurança no Brasil. Os turistas têm medo de vir para cá. Contudo, imensamente mais duro é perceber que nós, brasileiros, temos cada vez mais medo por viver aqui. Cadê o verde e amarelo nos muros e as bandeiras nas ruas? E, principalmente, cadê a felicidade de estar sediando o que poderá se traduzir no hexacampeonato da seleção brasileira? Que as reflexões acerca do momento que estamos vivenciando no País e as ações efetivas para solucionar tudo isso sejam o grande troféu que conquistaremos nesta Copa. Vai que é tua, Brasil!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Não leve o bolão tão a sério
Nem as discussões entre Dunga e a Globo, muito menos o som das vuvuzelas, o que está me irritando nesta Copa são os apostadores de bolão. Mesmo com algumas copas na "bagagem", ainda não consigo conceber as pessoas torcendo para o Brasil parar de marcar gols ou até mesmo para Júlio César não conseguir realizar alguma defesa. Tudo isso para não errar o placar apostado. Domingo foi exatamente assim. Enquanto assistia à segunda partida da seleção na África, observei muita gente mudar de torcida para garantir a pontuação no bolão; de brasileiros passaram a costa-marfinenses de última hora. Não apostaram que a defesa do Brasil sairia ilesa daquele certame. E não saiu, Drogba diminuiu o placar no segundo tempo (34') com um gol de cabeça. Os apostadores foram ao delírio, haviam acertado o placar final (3X1). Contudo, no dia seguinte, não faltaram lamúrias dos que não contavam com três gols do Brasil. "Luís Fabiano matou a bola com a mão, o segundo gol devia ser anulado!", comentavam nos corredores. Claro que a polêmica procede, mas esse comentário não soa natural aos meus ouvidos. Com que freqüência um torcedor, sobretudo, brasileiro xinga o juiz porque o gol do seu time foi validado? Logo desconfiei e, em seguida, confirmaram. Haviam apostado no dois a um para o Brasil. Os bolões estão invertendo a lógica do futebol, da torcida. O sucesso do time deixou de ser tão importante, vale mais subir posições no ranking do bolão. Uma lástima. Felizmente, ainda apostam no hexa.
sábado, 25 de julho de 2009
Cara, cores, rivalidade, gols e emoções
O que falar sobre dois dos mais antigos clubes de futebol brasileiro? O que falar sobre a paixão de duas torcidas quando seus times estão em campo? Alguém já me disse que certa vez, Nelson Rodrigues falou que dentre as coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante. De fato, para os brasileiros isso é quase regra, aqui, o estranho é não gostar de futebol.Como em vários estados pelo Brasil afora, em Pernambuco não é diferente. Aqui é realizado o terceiro mais antigo Clássico de todo o Brasil. Seja na Ilha do Retiro ou seja no Estádio dos Aflitos é possível encontrar a manifestação desse fenômeno: o amor pelo
futebol. E esse amor tem cara, cores, rivalidade, gols e emoções. Há exatos 100 anos, no Recife, era escrita a primeira página desse livro. Em 25 de julho de 1909, no campo do British Club, o primeiro “Clássico dos Clássicos” (Sport versus Náutico) era jogado. O placar foi favorável ao time alvi-rubro que ganhou a partida amistosa por 3 x 1. De lá para cá já foram 512 partidas disputadas, com 169 vitórias do Timbu, 197 do Leão e 145 empates.
Um dos ingredientes da rivalidade entre os clubes é saber qual deles possui a hegemonia local. Se pensarmos hegemonia como aquele que possui o maior número de títulos, o Sport está a anos-luz de distância. Entretanto, se o Náutico possui alguma vantagem, é pelos seus seis título
s pernambucanos consecutivos. O que acirra mais os nervos, pois mesmo o Sport possuindo 38 títulos contra 21 do seu rival, seguidamente seu maior triunfo foi um pentacampeonato em 2000. Além de que, as duas vezes que o hexacampeonato ficou ameaçado em cair nas mãos inimigas, o Timbu tratou de ganhar o campeonato e acabar com a felicidade alheia (uma vez tirou das mãos do Santa Cruz, e mais recentemente, do Sport). Em meus registros jornalísticos sobre os triunfos do rubro-negro pernambucano, encontrei uma foto e uma charge, que vocês podem ver a seguir, que demonstra bem o espírito e a mística em torno do maior feito alvi-rubro.

Fotos do caderno de esportes do Jornal do Commercio de 22 de junho de 2000. Para ampliar qualquer imagem, basta apenas clicar nelas.
Outra curiosidade é que a disputa é levada tão seriamente no clube da Rosa e Silva que eles não põem o escudo do Leão em seu site oficial (como pode ser visto na foto a seguir). Em geral, os sites oficiais dos clubes colocam em suas páginas o resultado do último jogo e o próximo a ser jogado, como pode ser observado no do Sport. Mas como pode ser visto na do Náutico, é visível apenas o escudo do Botafogo-RJ e do Timbu, e nada do Leão.
Como ritual que se repete há tanto tempo, seria impensável não haver aquelas histórias mais marcantes. O breve relato que vou contar se passou em 1975, e obviamente eu não era nascido. Desse modo, essa história chegou a mim através da minha avó (alvi-rubra) e do meu pai (rubro-negro). Em 1975, o Sport amargurava doze anos sem conseguir desbancar seus arqui-rivais. Foi nesse espaço de tempo 1963 a 1974 que o Náutico conseguiu seu hexacampeonato e o Santa Cruz seu penta. Nesse jogo, o time da Rosa e Silva saiu na frente do marcador, e o tempo normal acabou 1 x 0 ao seu favor. Só que esse resultado forçava o jogo ir para a prorrogação. A partida durou quase três horas, e no fim, o Leão do Norte sagrou-se mais uma vez campeão pernambucano acabando o seu jejum. Toda vez que esse jogo volta a discussão é lembrado como “o jogo que terminou no outro dia” e que foi um teste para cardíaco.
Enfim, dia 26 de julho (amanhã), será realizada a partida de número 513. Sem dúvidas, meu coração rubro-negro pede e torce por um massacre leonino para cima dos timbus. Mas, paixões a parte, o que me emociona, é ver duas torcidas que se alegram e se entristecem por times das suas regiões. Que independentemente de que condição esteja, Libertadores, Série A ou B, zona de rebaixamento ou não, lutam com suas equipes, e não se deixam render por times extremamente favorecidos pelas mídias do sudeste do país. Ainda bem que somos um pólo de resistência a essa lógica, e por esse motivo, temos muito a comemorar. Pra cima deles Leão... ops.. Mantendo a neutralidade, bom jogo para todos!
Um dos ingredientes da rivalidade entre os clubes é saber qual deles possui a hegemonia local. Se pensarmos hegemonia como aquele que possui o maior número de títulos, o Sport está a anos-luz de distância. Entretanto, se o Náutico possui alguma vantagem, é pelos seus seis título

Fotos do caderno de esportes do Jornal do Commercio de 22 de junho de 2000. Para ampliar qualquer imagem, basta apenas clicar nelas.Enfim, dia 26 de julho (amanhã), será realizada a partida de número 513. Sem dúvidas, meu coração rubro-negro pede e torce por um massacre leonino para cima dos timbus. Mas, paixões a parte, o que me emociona, é ver duas torcidas que se alegram e se entristecem por times das suas regiões. Que independentemente de que condição esteja, Libertadores, Série A ou B, zona de rebaixamento ou não, lutam com suas equipes, e não se deixam render por times extremamente favorecidos pelas mídias do sudeste do país. Ainda bem que somos um pólo de resistência a essa lógica, e por esse motivo, temos muito a comemorar. Pra cima deles Leão... ops.. Mantendo a neutralidade, bom jogo para todos!
domingo, 14 de junho de 2009
Futebol: dos primórdios até hoje em dia
Quando eu era criança, só havia uma televisão na minha casa, assim, por várias vezes, fui "aconselhada" pelo meu pai a trocar os desenhos por jogos de futebol. A princípio, eu ficava realmente irritada, achava tudo aquilo bastante sem graça. Depois, ao perceber que não adiantaria reclamar, entrava no espírito do jogo e ficava aperreando meu pai e meu irmão, falando que estava torcendo para o time dos jogadores de preto (o trio de arbitragem). Eu sabia que eles não eram jogadores, falava brincando, e achava graça quando explicavam o meu equívoco.
Meu primeiro contato (relativamente) consciente com o futebol ocorreu na Copa de 1994, da qual lembro muita coisa, ainda que só tivesse cinco anos. Recordo-me dos jogos do Brasil contra Camarões, Holanda... Contudo, a partida que realmente está mais marcada na minha memória é, naturalmente, a final. Naquele dia, minha casa foi o local de encontro de muita gente para assistir a aquele jogo emocionante e bastante tenso. Eu estava cercada de adultos e tinha vergonha de manifestar minha ansiedade e gritar com os gols, mas permanecer calada com o chute mais lembrado (?) da história do futebol mundial, desde que eu me entendo por gente, foi impossível. Gritei mesmo sem saber o que aquela vitória significava, gritei contagiada por aquela alegria de quem não via o Brasil ser campeão do mundo há vinte e quatro anos.
Na Copa seguinte, eu estava mal acostumada com a histeria de Galvão Bueno em 1994 e achava que o Brasil sempre seria campeão. Confesso que lembro bem menos da Copa de 1998, acho que o inconsciente me fez esquecer daquele jogo terrível contra a França. Naquele dia, meu mundo caiu, pensei que a seleção era invencível e ela me decepcionou, não agiu. Eu assisti a aquele jogo sem acreditar que aquilo estava acontecendo e esperei até o último minuto pelo empate e pela virada, que não vieram.
Aos dez anos, conheci um estádio de futebol. Por influência do meu tio — alvirrubro doente, por influência do meu avô — fui ao (Estádio) Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Estádio dos Aflitos, assistir a um jogo do Náutico. Certamente, não deve ser a mesma emoção de conhecer o Maracanã, mas fiquei bastante emocionada com o tamanho daquele gramado que eu só via pela televisão. O grito da torcida também é bem mais emocionante quando se está lá, gritando com ela. É incrível ver os gols ao vivo e presencialmente, a única desvantagem é não ter direito ao replay.
Acordar de madrugada para ver o Brasil jogar na Copa de 2002 me fez chegar a uma conclusão um tanto contrariada. Assistir a jogos de futebol só vale a pena se o jogo é realmente disputado, partidas que terminam em três a zero não me agradam, prefiro o um a um. O suor dos jogadores para conseguir o empate e tentar ultrapassar toda a "zaga" para chutar no ângulo — sem chances para o goleiro — e virar o placar rende, de fato, um e jogo emocionante. Há um tempo, sempre que televisionavam partidas de futebol, eu perguntava para o meu irmão: Pode ir para os pênaltis? Se pudesse, independente de quais times estivessem jogando, valeria muita a pena ficar acordada até um pouco mais tarde para me emocionar.
Quando eu falo isso para o meu pai, ele me chama de louca e confessa que torce para o Santa Cruz fazer dois gols logo no começo do primeiro tempo para ficar com o coração mais tranqüilo. É, às vezes, eu acho que penso desse jeito porque nenhum time conquistou o meu coração e que, por isso, vivo no egoísmo de querer partidas emocionantes. Depois, contudo, lembro que penso da mesma forma quando a amada seleção canarinho está em campo. Sempre espero a escassez de gols e a marcação intensa do time adversário, mas não esqueço de torcer para que no fim a vitória esteja garantida e seja nossa, claro.
Vale ressaltar que não gosto simplesmente de ver dificuldade de um time para vencer o outro, mas a gana desse time pela vitória. Assim, considero o jogo da final da Copa de 1998 patético, quase um sonífero de tão ruim.
Semana passada paguei por tudo o que eu penso e enfrentei uma partida realmente difícil. Como goleira do RYU na Copa Patrícia Poeta/Copa Paulo Francis, vi meu time à beira da derrota numa partida realmente emocionante. (haja emoção!) O jogo da final, contra as calouras do RUN , foi bastante tenso e me fez sentir um pouco da adrenalina que eu gosto de assistir. O primeiro tempo foi bastante tranqüilo, começamos no melhor lado do campo e eu pude defender com força máxima. Durante o segundo tempo, as coisas não permaneceram tão calmas, levamos dois gols logo nos primeiros minutos. Eu olhava para a minha equipe e não conseguia entender o que estava acontecendo, muito menos aceitar.
Pouco antes do fim do jogo, conseguimos o empate e prolongamos a angústia, é verdade, e também a esperança de levantar o troféu. Meu corpo não agüentava mais, pedia descanso após tantas quedas para alcançar a bola. Além do físico, eu estava psicologicamente abalada, foi muita tensão. Ainda que a torcida gritasse "Gabi paredão!", não me animava, sentia-me responsável pelos gols marcado pelo time adversário, porque toquei na bola, nos dois momentos, mas não consegui finalizar a defesa. Assim, preferi passar o "bastão" e, com ele, a responsabilidade de defender os pênaltis para alguém que se sentia mais segura naquele momento para executar essa tarefa, Júlia Arraes.
Foram três cobranças do RUN e duas do RYU. A surpresa da nova goleira somada à sua estatura mais coerente com a função de defesa assustaram o time adversário. A craque do RUN chutou para fora e depois a sua companheira seguiu o “mau exemplo”. Júlia só precisou fazer uma única defesa e fez com maestria. Nós furamos as redes com a primeira cobrança, nos demos o luxo de não acertar o segundo pênalti e, em virtude do desempenho da outra equipe, não precisamos do terceiro chute. Nossa defesa teve gostinho de gol de placa para nós. Foi uma vitória realmente suada, mas se fosse fácil não seria tão emocionante.
Sei que uma citação no término de um texto deve ser interessante, mas falando de futebol e de emoção, de tanto ouvir ao longo dos anos, só lembro das (bregas) palavras de Galvão Bueno, “Agüenta coração!”.
Meu primeiro contato (relativamente) consciente com o futebol ocorreu na Copa de 1994, da qual lembro muita coisa, ainda que só tivesse cinco anos. Recordo-me dos jogos do Brasil contra Camarões, Holanda... Contudo, a partida que realmente está mais marcada na minha memória é, naturalmente, a final. Naquele dia, minha casa foi o local de encontro de muita gente para assistir a aquele jogo emocionante e bastante tenso. Eu estava cercada de adultos e tinha vergonha de manifestar minha ansiedade e gritar com os gols, mas permanecer calada com o chute mais lembrado (?) da história do futebol mundial, desde que eu me entendo por gente, foi impossível. Gritei mesmo sem saber o que aquela vitória significava, gritei contagiada por aquela alegria de quem não via o Brasil ser campeão do mundo há vinte e quatro anos.
Na Copa seguinte, eu estava mal acostumada com a histeria de Galvão Bueno em 1994 e achava que o Brasil sempre seria campeão. Confesso que lembro bem menos da Copa de 1998, acho que o inconsciente me fez esquecer daquele jogo terrível contra a França. Naquele dia, meu mundo caiu, pensei que a seleção era invencível e ela me decepcionou, não agiu. Eu assisti a aquele jogo sem acreditar que aquilo estava acontecendo e esperei até o último minuto pelo empate e pela virada, que não vieram.
Aos dez anos, conheci um estádio de futebol. Por influência do meu tio — alvirrubro doente, por influência do meu avô — fui ao (Estádio) Eládio de Barros Carvalho, mais conhecido como Estádio dos Aflitos, assistir a um jogo do Náutico. Certamente, não deve ser a mesma emoção de conhecer o Maracanã, mas fiquei bastante emocionada com o tamanho daquele gramado que eu só via pela televisão. O grito da torcida também é bem mais emocionante quando se está lá, gritando com ela. É incrível ver os gols ao vivo e presencialmente, a única desvantagem é não ter direito ao replay.
Acordar de madrugada para ver o Brasil jogar na Copa de 2002 me fez chegar a uma conclusão um tanto contrariada. Assistir a jogos de futebol só vale a pena se o jogo é realmente disputado, partidas que terminam em três a zero não me agradam, prefiro o um a um. O suor dos jogadores para conseguir o empate e tentar ultrapassar toda a "zaga" para chutar no ângulo — sem chances para o goleiro — e virar o placar rende, de fato, um e jogo emocionante. Há um tempo, sempre que televisionavam partidas de futebol, eu perguntava para o meu irmão: Pode ir para os pênaltis? Se pudesse, independente de quais times estivessem jogando, valeria muita a pena ficar acordada até um pouco mais tarde para me emocionar.
Quando eu falo isso para o meu pai, ele me chama de louca e confessa que torce para o Santa Cruz fazer dois gols logo no começo do primeiro tempo para ficar com o coração mais tranqüilo. É, às vezes, eu acho que penso desse jeito porque nenhum time conquistou o meu coração e que, por isso, vivo no egoísmo de querer partidas emocionantes. Depois, contudo, lembro que penso da mesma forma quando a amada seleção canarinho está em campo. Sempre espero a escassez de gols e a marcação intensa do time adversário, mas não esqueço de torcer para que no fim a vitória esteja garantida e seja nossa, claro.
Vale ressaltar que não gosto simplesmente de ver dificuldade de um time para vencer o outro, mas a gana desse time pela vitória. Assim, considero o jogo da final da Copa de 1998 patético, quase um sonífero de tão ruim.
Semana passada paguei por tudo o que eu penso e enfrentei uma partida realmente difícil. Como goleira do RYU na Copa Patrícia Poeta/Copa Paulo Francis, vi meu time à beira da derrota numa partida realmente emocionante. (haja emoção!) O jogo da final, contra as calouras do RUN , foi bastante tenso e me fez sentir um pouco da adrenalina que eu gosto de assistir. O primeiro tempo foi bastante tranqüilo, começamos no melhor lado do campo e eu pude defender com força máxima. Durante o segundo tempo, as coisas não permaneceram tão calmas, levamos dois gols logo nos primeiros minutos. Eu olhava para a minha equipe e não conseguia entender o que estava acontecendo, muito menos aceitar.
Pouco antes do fim do jogo, conseguimos o empate e prolongamos a angústia, é verdade, e também a esperança de levantar o troféu. Meu corpo não agüentava mais, pedia descanso após tantas quedas para alcançar a bola. Além do físico, eu estava psicologicamente abalada, foi muita tensão. Ainda que a torcida gritasse "Gabi paredão!", não me animava, sentia-me responsável pelos gols marcado pelo time adversário, porque toquei na bola, nos dois momentos, mas não consegui finalizar a defesa. Assim, preferi passar o "bastão" e, com ele, a responsabilidade de defender os pênaltis para alguém que se sentia mais segura naquele momento para executar essa tarefa, Júlia Arraes.
Foram três cobranças do RUN e duas do RYU. A surpresa da nova goleira somada à sua estatura mais coerente com a função de defesa assustaram o time adversário. A craque do RUN chutou para fora e depois a sua companheira seguiu o “mau exemplo”. Júlia só precisou fazer uma única defesa e fez com maestria. Nós furamos as redes com a primeira cobrança, nos demos o luxo de não acertar o segundo pênalti e, em virtude do desempenho da outra equipe, não precisamos do terceiro chute. Nossa defesa teve gostinho de gol de placa para nós. Foi uma vitória realmente suada, mas se fosse fácil não seria tão emocionante.
Sei que uma citação no término de um texto deve ser interessante, mas falando de futebol e de emoção, de tanto ouvir ao longo dos anos, só lembro das (bregas) palavras de Galvão Bueno, “Agüenta coração!”.
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sexta-feira, 5 de junho de 2009
Vai que é tua, RYU
Lembro-me da minha infância, em que eu pensava que poderia ser uma grande craque do futebol. Nas competições da escola, eu costumava ter um desempenho razoável, nunca fui a estrela do time, sempre estive bem longe disso, por sinal. Com o tempo, eu fui afeiçoando-me pela temida função de defesa e como ninguém queria essa responsabilidade e almejava seus quinze minutos de fama como "goleadora", meu espaço como goleira estava sempre garantido. Assim, consegui fugir do banco e angariar a posição de titular.Os anos passaram e o futebol foi ficando de lado, durante todo o ensino médio, não quis saber de jogar os campeonatos do colégio e sempre fugia das aulas de educação física que envolviam atividades com bola. Futebol para mim só em ocasiões "não-oficiais", em que o caráter amador ficasse explicitamente claro. Fora isso, eu morria de vergonha.
Ano passado, influenciada jornalisticamente, resolvi aventurar-me novamente pelo futebol. Na tradicional Copa Paulo Francis / Copa Patrícia Poeta, formada por times do curso de Jornalismo da UFPE, dei uma grande contribuição ao meu time, RYU (em homenagem ao nosso ídolo do Street Fight), ganhamos o desejado ouro com uma vitória de três a zero sobre o time favorito.
Este ano, aproveitando o fato que todas as jogadoras preferem ficar na linha, assumi para mim a responsabilidade de goleira oficial da equipe, unindo o útil ao agradável, afinal eu realmente prefiro ficar na defesa. Assim tem sido a copa para mim, um momento de superação, em que eu preciso "agigantar-me" diante de uma imensa barra para estar à altura das minhas companheiras de time.
Das três partidas que jogamos — sim, uma copa feminina de verdade! — obtivemos vitória, empate e derrota, um infeliz histórico decrescente ocasionado por eventuais falhas que estamos dispostas a corrigir. E graças ao nosso saldo de gols e ao resultado do jogo de outros times, foi-nos dada uma nova chance, a vaga na final, e pretendemos honrá-la.
Amanhã é o dia da grande decisão, independente do resultado do jogo, estou convicta de que terei (sempre) ao meu lado uma grande equipe disposta a suar muito a camisa para erguer o troféu. Espero que este último jogo seja tão limpo quanto foram todos os da Copa Patrícia Poeta e que o respeito impere no gramado, porque rivalidade não significa ofensa, nem briga. Afinal, como minha mãe sempre me ensinou, o importante é competir.
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Felicidade Rubro-Negra em 1962
Estou fazendo uma pesquisa aonde diariamente vou ao Arquivo Público do Estado. Até ai, nada de excepcional. Porém, ao mesmo tempo em que estou de olho no objetivo do trabalho, acompanho o dia-a-dia do nosso grande SPORT. Dentre campeonatos pernambucanos e excursão aos EUA, uma reportagem chamou-me a atenção. Nela, duas figuras do Clube, Severino Albuquerque e Marcelino Lopes falam sobre as dificuldades da construção e do resultado final do “Palácio do Leão”. Esse artigo foi publicado no dia 11/01/1962 pelo Diário de Pernambuco.
1. Antes
2. Depois
Para ampliar, basta clicar na imagemObs.: PARABÉNS pelo nosso 38º título estadual! O 4º título invicto! Que venha o Colo-Colo...
sábado, 10 de janeiro de 2009
Náutico X Cabense
Minha primeira tentativa no Jornalismo Esportivo.
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ESTRÉIA SEM REFORÇOS
A estréia do Timbu no Campeonato Pernambucano amanhã (11), contra o Cabense, não contará com o reforço Johnny, ex-Vasco. O equívoco na data de rescisão do contrato, por parte do Corinthians-AL — detentor dos direitos do jogador — adiou a sua liberação para o primeiro jogo. Por decisão da diretoria do Náutico, o jogador fica de fora da partida para evitar perdas de ponto. O gerente de futebol do clube, Vulpian Novaes, acredita na regularização até o jogo contra o Serrano, na próxima quarta-feira (14).
Entre os confirmados para a estréia, está o volante Eduardo Eré, que improvisará como lateral-direito, uma vez que nem Carlinhos Bala, nem Ângelo estão regularizados.
A novidade nos Aflitos é a volta de Roberto Fernandes ao gramado. O treinador, que foi penalizado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), no jogo contra o Santos, ainda no Brasileirão, livrou-se dos 30 (trinta) dias de suspensão, substituídos por doações de cestas básicas.
O Cabense, adversário do jogo de amanhã, também não contará com o reforço Fabinho, que se recupera de lesão no joelho. Caso participe, só deve jogar no segundo tempo.
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ESTRÉIA SEM REFORÇOS
A estréia do Timbu no Campeonato Pernambucano amanhã (11), contra o Cabense, não contará com o reforço Johnny, ex-Vasco. O equívoco na data de rescisão do contrato, por parte do Corinthians-AL — detentor dos direitos do jogador — adiou a sua liberação para o primeiro jogo. Por decisão da diretoria do Náutico, o jogador fica de fora da partida para evitar perdas de ponto. O gerente de futebol do clube, Vulpian Novaes, acredita na regularização até o jogo contra o Serrano, na próxima quarta-feira (14).
Entre os confirmados para a estréia, está o volante Eduardo Eré, que improvisará como lateral-direito, uma vez que nem Carlinhos Bala, nem Ângelo estão regularizados.
A novidade nos Aflitos é a volta de Roberto Fernandes ao gramado. O treinador, que foi penalizado pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), no jogo contra o Santos, ainda no Brasileirão, livrou-se dos 30 (trinta) dias de suspensão, substituídos por doações de cestas básicas.
O Cabense, adversário do jogo de amanhã, também não contará com o reforço Fabinho, que se recupera de lesão no joelho. Caso participe, só deve jogar no segundo tempo.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
O pesadelo de Maradona - Publicidade incoerente
Hoje, procurando um recorte de jornal antigo para um trabalho, encontrei um texto de Roberto Pompeu de Toledo que eu havia guardado, há um tempo, por demonstrar o quanto a publicidade cria idéias um tanto incoerentes nas mentes dos destinatários. O trecho abaixo chamou bastante a minha atenção por isso. Antes de lê-lo, assista ao vídeo da propaganda (clique aqui) a qual o texto refere-se.
O campeonato dos comerciais tem momentos intrigantes. O festejado anúncio do guaraná Antarctica em que Maradona aparece com a camisa amarela, cantando o hino com os jogadores brasileiros, rendeu mais um momento de glória a seu criador, Duda Mendonça. Foi seu maior triunfo, depois das contas secretas que tanto lhe abalaram o prestígio. Mas, bem analisado, o que diz o anúncio? Maradona, depois da cena inicial, em que, ao lado de Ronaldo e de Kaká, entoa "e o sol da liberdade em raios fúlgidos", acorda e... "Caramba", diz. "Que pesadelo!" Ele atribui o sonho mau ao fato de estar bebendo muito guaraná Antarctica. Não há como fugir à conclusão de que o guaraná Antarctica dá pesadelos.Texto na íntegra
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segunda-feira, 2 de junho de 2008
CHUN LI
Após momentos de grande vaidade, as "Chun Lis" tiveram um breve treinamento com a Revelação da Copa Paulo Francis. Ferrugem mostrou as suas habilidades futebolísticas e com muitos chutes a gol, sem nenhum gol, a torcida ficou tensa e apreensiva sobre que resultado esperar do jogo.
A rede balançou com chutes de um só pé, Júlia Caldas fez todos os gols da partida, exibindo beleza e talento, característica principal da Copa Patrícia Poeta. Terminava assim o maravilhoso jogo, que agradou a quem viu e maravilhou quem participou.*Agradeço a todos, principalmente às meninas da equipe, que realmente honraram o nome equipe e jogaram de igual para igual num jogo sem estrelismo e com muito respeito. E agradeço, ainda, às meninas do VTU por ter proporcionado um jogo realmente lindo, sem brigas e sem pancadaria, numa competição emocionante, regada de espírito esportivo. A Rafael, quero dizer que agradeço a paciência de Jó.
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segunda-feira, 12 de maio de 2008
EM HOMENAGEM AOS 103 ANOS DO SPORT CLUBE RECIFE

HISTÓRIA - A origem do Sport é semelhante à de alguns clubes brasileiros. Um recifense, Guilherme de Aquino Fonseca, voltou de seus estudos na Inglaterra, onde conheceu o futebol. Encantado com o novo esporte, ele trouxe a modalidade para sua terra e, junto com outros 22 amigos, fundou o clube ao meio-dia do dia 13 de maio de 1905, no salão da Associação dos Empregados do Comércio do Recife, tendo como primeiro presidente Elysio Alberto Silveira.
O fato também pode ser interpretado como o início do esporte bretão em Pernambuco, já que não se tem notícia nem registro de manifestação do futebol anterior ao Sport - o Clube Náutico Capibaribe surgiu em 1901, mas como clube de remo. O primeiro jogo aconteceu quase um mês depois, no dia 22 de maio, no campo do Derby. Os rubro-negros enfrentaram o English Eleven, time formado por funcionários de companhias inglesas do Recife. Com muita raça, o time local arrancou empate por 2x2.
O time disputou amistosos até 1916, quando estreou no Campeonato Pernambucano - cuja primeira edição realizara-se no ano seguinte. E a primeira empreitada foi em grande estilo. Os rubro-negros conquistaram o primeiro de seus 37 estaduais, com uma goleada de 4x1 em cima do Santa Cruz, no dia 16 de dezembro. A dose seria repetida no ano seguinte, novamente diante dos tricolores, com vitória por 3x1.
Em 1919, o Sport realizou sua primeira excursão e que mudaria para sempre a imagem do clube. A delegação rubro-negra foi ao Pará para uma série de jogos. No último deles, contra um combinado Remo-Paysandu estava em disputa o troféu Leão do Norte.
Certos da vitória, os paraenses reagiram com fúria à derrota por 3x2. Depois de muita pancadaria, um torcedor local invadiu o navio em que a delegação retornava para o Recife e, com um cano de ferro atingiu o troféu, danificando a cauda do Leão.
A conquista heróica fez com que a diretoria alterasse o brasão do clube. Antes era uma âncora com um salva-vidas ladeado por um par de remos e, no centro do salva-vidas um pau de críquete, uma raquete de tênis e uma bola de futebol. Em cima, a data de fundação. Para completar, as cores não eram as do clube (vermelha e preta) e sim vermelha e amarela. Armando Vieira dos Santos insipirou-se nas armas escocesas para adotar o leão no novo escudo.
Coincidência ou não, a partir daí o Sport cresceu a passos largos, tendo conquistado seu primeiro tricampeonato em 23/24/25 e a aquisição do terreno de sua sede, no dia 29 de novembro de 1935. Foram pagos 53 contos de réis pela Chácara da Ilha do Retiro. Dois anos depois, o estádio da Ilha do Retiro, mais tarde oficialmente Adelmar da Costa Carvalho, foi inaugurado com uma partida eletrizante, em 4 julho. O Sport venceu o Santa Cruz, por 6x5, com o gol da vitória anotado por Haroldo Praça - pai do atual vice-presidente do Leão, Sílvio Guimarães.
Em 1941, o time da Ilha fez outra vitoriosa excursão, desta vez pelos estados Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Pela primeira vez um time do Norte/Nordeste empreendia tal feito. Em 16 jogos foram 11 vitórias, dois empates e quatro derrotas. Nada menos que seis atletas foram contratados por clubes cariocas, entre eles, Ademir de Menezes, que foi para o Vasco e depois tornou-se artilheiro da Copa de 1950, com nove gols, sendo, até hoje, o maior matador brasileiro numa única Copa do Mundo.
Em 1955, o clube chegou aos seus 50 anos com a conquista do Pernambucano, onde se destacavam o zagueiro Bia, o médio Eli e o atacante Traçaia, maior artilheiro rubro-negro, com 201 gols. Em 1957, nova excursão, desta vez para a Europa, onde o Leão conquistou vitória sobre a seleção de Israel, da Turquia e o Fenerbaçhe.
JEJUM - Mas como toda história gloriosa, a saga leonina também tem tristezas no meio. Após o bicampeonato (61/62), o clube entrou em seu maior hiato de conquistas. Foram amargos 12 anos em que os rubro-negros assistiram, impotentes a um hexacampeonato do Náutico (63/68) e um penta do Santa (69/73). O alívio veio em 1975, com uma vitória sobre o Náutico em pleno Eládio de Barros Carvalho.
A partir daí, o Leão oscilou bons e maus momentos em sua caminhada, mas o ponto alto deu-se em 1987 com a maior conquista da agremiação. Com um regulamento confuso que fez a competição terminar apenas no ano seguinte, o Sport sagrou-se campeão brasileiro depois de dois jogos com o Guarani e um sem-número de embates jurídicos - a questão foi bater até no Supremo Tribunal Federal, que homologou a conquista rubro-negra.
Depois do pentacampeonato, conquistado em 2000, o Leão entrou numa crise política, com dois grupos digladiando-se durante quase dois anos e suas conseqüências quase levando o clube à Terceira Divisão - chegou bem perto em 2004 e 2005, ano do centenário. A recuperação iniciou-se em 2006, com o retorno à Série A depois de cinco anos. Hoje, o Sport vive uma expansão de seu patrimônio caminhando lado a lado com bons resultados no futebol - atualmente é tricampeão estadual.
Fonte: http://jc.uol.com.br/tvjornal/2008/05/12/not_153170.php
Programação de Aniversário
06:00 - ALVORADA RUBRO-NEGRA - SPORT
Programação de Aniversário
06:00 - ALVORADA RUBRO-NEGRA - SPORT
15:00 - ENTREGA DA REVITALIZAÇÃO DAS ARQUIBANCADAS - PÁTIO EXTERNO DO ARCO
16:00 - ENTREGA DO MASTRO RUBRO-NEGRO - ENTRADA DO ARCO18:00 - DESCERRAMENTO DO BUSTO DA MULHER-MÃE, TORCEDORA SÍMBOLO DO SPORT
18:30 - MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS - NICHO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
19:45 - EXECUÇÃO DO HINO NACIONAL, DE PERNAMBUCO E DO SPORT - SALÃO SOCIAL
20:00 - SESSÃO SOLENE DO CONSELHO DELIBERATIVO- SALÃO SOCIAL
APÓS A SESSÃO SOLENE - FESTIVAL PIROTÉCNICO - PÁTIO EXTERNO DO CLUBE
APÓS A SESSÃO SOLENE - CORTE DO BOLO COMEMORATIVO - SALÃO SOCIAL
In: http://www.sportrecife.com.br/ver_destaque.php?id=660
In: http://www.sportrecife.com.br/ver_destaque.php?id=660
Obs.: este texto não tem nada a ver com Gabriela. Palavras dela, “deixa, antes, bem claro que não se trata de provocação e que eu não tenho nada a ver com o conteúdo”.
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