Nesta quinta-feira, Muntazer al-Zaidi, o jornalista iraquiano que arremessou, sem sucesso, os próprios sapatos contra o então presidente George W. Bush, foi condenado a três anos (a condenação máxima prevê quinze anos) de prisão pelo juiz da Corte Criminal Central de Bagdá. Muntazer al-Zaidi, que estava preso na "zona verde", área protegida de Bagdá, desde o incidente, declarou, novamente, a sua inocência, alegando que sua reação foi "natural, como a de qualquer iraquiano".quinta-feira, 12 de março de 2009
Só no sapatinho (parte 3)
Nesta quinta-feira, Muntazer al-Zaidi, o jornalista iraquiano que arremessou, sem sucesso, os próprios sapatos contra o então presidente George W. Bush, foi condenado a três anos (a condenação máxima prevê quinze anos) de prisão pelo juiz da Corte Criminal Central de Bagdá. Muntazer al-Zaidi, que estava preso na "zona verde", área protegida de Bagdá, desde o incidente, declarou, novamente, a sua inocência, alegando que sua reação foi "natural, como a de qualquer iraquiano".sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Só no sapatinho (parte 2)

A escultura representa - em bronze e com 3 metros de altura - o sapato utilizado pelo jornalista e faz parte do jardim de uma fundação iraquiana de apoio a crianças que tiveram seus pais mortos em decorrência da invasão norte-americana, em 2003. Shaha al-Juburi, fundador da organização, garante que a escultura não tem qualquer ligação com entidades políticas.
Sem a finalidade de encorajar atos semelhantes, vale ressaltar que, desde o dia em que atirou os sapatos no ex-presidente Bush, o jornalista está preso e seus parentes temem represália.
FOTO: JC (30/01/2009)
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Só no sapatinho

Sentiu inveja do jornalista iraquiano (informe-se aqui)?
Neste link, você mesmo pode arremeçar sapatos em Bush. Divirtam-se!
*Créditos a Diogo Madruga, que me passou o link.
sábado, 26 de abril de 2008
Sapatinhos de cristal.
A grande fragmentação e a conseqüente reconfiguração cultural, ocorridas a partir da segunda metade do século XX, tornaram necessária a aquisição de um novo termo para designar a cultura vigente. Grandes especulações sobre o fim da ideologia, da arte e das classes sociais associadas à crise do leninismo e da social-democracia configuram o que se denomina de Pós-Modernismo ou “condição sócio-cultural e estética do capitalismo tardio” e suas origens remontam à década de 1950 e 1960.
No livro Pós-Modernismo: A lógica cultural do capitalismo tardio, o crítico norte-americano e marxista Fredric Jameson classifica a obra pós-moderna de Andy Warhol como uma arte centrada no mercado e traça um paralelo interessante entre Van Gogh, pós-impressionista, e a maior figura do movimento do Pop Art, Andy Warhol, a partir de suas obras Three pair of shoes e Diamond dust shoes, respectivamente. A parcialidade de Fredric Jameson é percebida quando ele classifica de canônicos os trabalhos do pintor holandês e refere-se ao quadro de Andy Warhol como inexplicável, afirmando que a obra não diz absolutamente nada.
Three pair of shoes deve ser analisado a partir da reconstrução do contexto histórico em que foi pintado. A época, como alude a imagem, era de grande miséria e pobreza rural, ao homem cabia apenas a labuta coerciva. Assim, tal obra de Van Gogh deixa de ser mera imagem de contemplação artística e passa a ser um documento histórico.
Na obra de Andy Warhol, que começou a carreira artística como ilustrador de moda, a questão central do quadro encontra-se imbuída de possíveis dimensões políticas centradas em torno da mercantilização ao enfatizar o fetichismo das mercadorias. Como todas as imagens do movimento Pop Art, que, geralmente, figuram ícones populares, é evidente que o quadro Diamond dust shoes apresenta, seguindo a ótica de Fredric Jameson, falta de profundidade e superficialidade quanto ao seu sentido. É possível perceber como característica do pós-modernismo o esmaecimento do afeto cultural, que, infelizmente, propicia perda quase (?) total da subjetividade da imagem.

