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segunda-feira, 2 de março de 2009

Cativante

"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."

E hoje (2 de março) é o aniversário da linda rosa que cativei.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

De Joann Sfar para Saint-Exupéry


Antoine de Saint-Exupéry dispensa qualquer apresentação. O autor de O Pequeno Príncipe já teve todo o reconhecimento possível através da sua grande obra, traduzida da língua francesa para mais de 160 idiomas e dialetos, sendo o livro francês mais lido no mundo.

Publicado há mais de sessenta anos, nos Estados Unidos — por ocasião da lastimável Segunda Guerra Mundial — O Pequeno Príncipe ainda provoca emoção nos jovens e adultos que o lêem.

Tendo aprendido com o livro do aviador coisas sobre a morte e a aquarela, Joann Sfar — considerado um dos mais talentosos quadrinistas da nova geração franco-belga — publicou, no último dia 15, no Brasil, uma adaptação em quadrinhos do livro que já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo.

Segundo a crítica, não se trata de uma versão fiel ao clássico infantil e é exatamente nisso que consiste sua beleza. O livro de Sfar já foi eleito pela revista francesa Lire a melhor História em Quadrinhos do ano. Um grande presente a Saint-Exupéry no 65º aniversário de publicação de O Pequeno Príncipe.

Nesse último Natal, eu que tive a honra de ser presenteada com toda a singeleza deste clássico que não canso de ler. A adaptação em quadrinhos, pelo que já pude conferir, foi detalhadamente produzida e o resultado parece muito bom. Certificarei-me disso depois da agradável leitura que farei assim que puder.

Obrigada, Papai Noel.

sábado, 25 de outubro de 2008

Novo Blog

Sim, isso é uma peça publicitária, mas poucas (ou nenhuma) peças publicitárias têm a relevância intelectual do meu objeto de publicidade.


Para a felicidade da comunidade blogueira, um novo blog foi criado com o intuito de incluir você, leitor, no mundo dos escritores.

O endereço é: http://www.actodeler.blogspot.com
Boa leitura e escritura para todos.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Ato de Ler


Relaxe, você só está diante de um texto. Para lê-lo, deve estar, antes de tudo, com foco. Isso, solte os ombros. As primeiras linhas são um pouco mais lentas mesmo, é a parte de adaptação com o processo de escrita do autor. Depois, com alguma disposição (e uma ajudinha do talento do autor), você vai se acostumar mais fácil. Ache sua posição, não dê atenção ao som que a cadeira faz quando você se mexe. Sei que ler ao computador é mais difícil. Todas essas janelas piscantes e coloridas aí abaixo competem com as pequenas, fracas e insossas palavras diante de você. Mas acredite, o desafio maior está aqui, e vencê-lo dará um prazer inigualável a você. Ok, agora você parece mais focado, está querendo saber que diabos é esse desafio, certo? Eu, como escritor, poderia fazer um suspense e não dizer logo de cara, ou poderia dizer agora mesmo, poderia inventar outra história, sem desafio algum, e fazê-lo esquecer dessa: tenho o leitor nas mãos. Não! Não! Espere, sei que é o contrário, você tem o texto em mãos e olhos, pode finalizá-lo agora e ir se dedicar a outras coisas se quiser. Aquilo ali acima foi um recurso provocativo. Nós, escritores, subordinados a vocês, temos que confundi-lo a fim de envolvê-lo e, só então, esclarecê-lo.

Bem, então vamos mais diretamente ao assunto, certo? Vamos, porque eu ainda vou a ele também, escrevo à medida que você lê. Se você ainda não leu, não foi escrito. Escreve-se para quem lê. É dependência mesmo. Por isso alguns escritores são um tanto “enrolões”. Na verdade, é pura carência. Não saia agora, vou contar um causo então, não é um causo que você quer? Uma história, uma experiência? Eu conto. Acho impressionante como há pessoas que conseguem ler em situações totalmente adversas. Lembro-me do meu irmão. Durante o recreio, no colégio, juntavam-se as séries todas do colégio no pátio e tome a conversar, escutar a rádio do colégio, agüentar a berradeira dos mais novos ou dos mais exaltados. A quadra ficava ao lado do pátio, então ia pra ele também todo o barulho do futebol de trinta (variação do futebol, onde trinta pessoas jogam — todas contra todas, só pode ser — a fim de marcar um gol — em qualquer barra). Em meio a tudo isso, sentado, com o livro Xadrez, truco e outras guerras, de José Roberto Torero, está meu irmão, lendo. Lendo sem a mínima desconcentração. Eu e uns amigos, ao redor dele, falando muito alto; o rádio me incomodava porque competia comigo, e meu irmão impassível. Impressionante leitor que ele é, respeita o texto. Você deveria seguir o exemplo dele. Calma, não é uma repreensão, mas uma sugestão, talvez você já siga, ou mesmo seja melhor leitor ainda.

O leitor é um sujeito temperamental e vaidoso. É um risco escrever sobre ele, sobre você. Você sempre espera que o texto o surpreenda, mas luta bravamente contra isso. “Sabia!”, fala, ao descobrir o mistério de Assassinato no Expresso do Oriente, de Agatha Christie. Mas ninguém sabia. Não havia como saber. Não importa. O leitor sabe. Ele tem o controle do texto, ele faz o texto. Ele pára de ler neste momento, responde uma pergunta de um amigo (seja na internet, seja o colega do lado) e volta a ler, quebrando o raciocínio do autor. Mas ele é piedoso. Ele volta no texto, retoma o raciocínio, e refresca a felicidade do autor. O ato de ler é mais importante que o de escrever. Porque ler é escrever. Escrever não implica necessariamente em ler. Tem gente que nunca lê o que escreveu — geralmente são os que escrevem mal, permitam-me falar como um leitor por um momento.

E então você vai chegando ao final do texto. Sempre há um ar de poeira baixando, de suspense pré-alívio. Às vezes o final não é feliz, mas e daí? O importante é que o texto acabou. Que alívio, que sensação de liberdade. Feliz é o final que acaba com o texto. Não importa o número de mortes, o volume de lágrimas derramadas, o importante é que a última palavra finalize o texto. É curioso escrever sobre ler, e mais curioso deve ser ler sobre ler. O leitor, no momento final de um texto como este, sente-se um titã, ele é o melhor, o contemplado, o homenageado. Mas, infelizmente para você, no fim das contas, a dependência escritor–leitor não é tão grande, pois daqui pra frente, graças ao escritor, se você seguiu todo o texto do começo ao fim, acaba aqui sua função de leitor nessa história. Pois daqui para baixo só há o branco, o escritor não te deu mais nada, você tem que criar. Agora é sua vez de depender de um leitor. Parabéns, você, agora, também é um escritor.

domingo, 21 de setembro de 2008

C G Am F

Este texto é regido por quatro acordes infalíveis: C G Am e F. Não, não, esqueçam, na verdade eles só fazem a música de fundo, os verdadeiros quatro regentes são outros, ainda a serem inseridos. Antes de sair de casa, escutei a jovem - até demais - Mallu Magalhães tocar You ain't nothing but a hound dog, do Rei Presley, e Folsom Prision Blues, do Men in Black, Johnny Cash. Músicas das quais gosto bastante. A primeira música teve uma boa leitura, já a segunda... Já no clima, e depois de uma rodada de C G Am F (quase que não toco, mas Danilo me salvou a tempo), segui rumo ao ponto de encontro: Cuba do Capibaribe. Lá, apresentaria-se a banda Caravana do Delírio, composto pelo tal quarteto já mencionado, mas ainda não nomeado. Então, aqui vai: Matheus (baixo e vocal), Danilo (guitarra, vocal e trajes loucos), Baracho (Paraíba, Minas Gerais e mais outros estados, além do teclado) e Eduardo (cadeira, baquetas e... bateria?). E foi mais ou menos assim:

Não é todo mundo que abre um show fazendo alusões à masturbação e fecha com Imagine, de John Lennon. Aliás, também não é todo mundo que consegue uma série de, pelo menos, uns cinco "Mais um, mais um", dobrando o tempo original do show. Não, não qualquer um. Trazer Mutantes, Bob Dylan, Elvis Presley; atender (vejam bem!) a um "Toca Raul"! E, mesmo assim, o que marcar é o deles, o que marcar é um Valha-me Deus, Sistema Nervoso, Todos os Homens São Lendas. E são mesmo. Lendária é uma banda que toca rock, sem bateria, e consegue impressionar um músico de mais de uma década de experiência. Que tem a "cara-de-pau" de traduzir — e com um humor refinado — instantaneamente (parecia, no show) uma música do Rei do rock, e arrancar risadas e aplausos dos presentes.

O show da Caravana do Delírio, no Cuba do Capibaribe, Paço Alfândega, Recife, PE (ufa!), foi difícil de acontecer. A bateria, anunciada aos músicos como completa, nem pratos tinha; o teclado teve que ser ligado direto num microfone. Mas tudo bem, lá foram eles, subiram os três: Matheus, Danilo e Baracho. Eduardo, infelizmente, ficou na cadeira, assistindo. O show inicia-se com Mãonogamia, a mais nova música da banda, sobre a história de um sujeito que não troca sua parceira inseparável — a mão — por mulher nenhuma. Nem animal, nem homem, nem nada, só a mão, o que justifica o trocadilho no título. Após algumas canções próprias, trazem Baby, música de Caetano Veloso, conhecida na voz de Rita Lee, na época dos Mutantes. Mais um pouco, e Elvis chega, com You ain't nothin but a hound dog, cover melhor do que o de Mallu, e ainda seguido de sua "adaptação", feita pelo próprio Matheus. Mais um pouco, e o momento mais "reflexivo" do show. Sentado, só com guitarra e teclado, Matheus canta Quem se importa?, melodia e letra tocantes. Quase ao fim do show, o grande momento para os fãs, Sistema Nervoso, que vai se tornando o grande sucesso da banda, arranca gritos e aplausos, e é seguida pela última música: Descanse em Paz.

Ao menos era esse o plano. Mas a platéia pediu mais, e veio um Mahteus Dylan inspirado. Pediu mais e mais e mais. E seguiu-se praticamente tudo o que a banda já compora (até pagode com guitarra rolou!). "Não sei mais o que tocar", disse Matheus à banda. Mas não eram músicas novas que os ouvintes queriam, eram eles, era a banda ali em cima, tocando, seja lá o que fosse. Mas a casa tinha que fechar e então, vaiado, um funcionário — que não era um dos garçons, loucos por mais músicas — solicitou o fim do show. Matheus finalizou com a bela mensagem do beatle Lennon ao mundo: Imagine. Agradeceu muito a todos, emocionado, e convidou ao próximo show, dia 3 de outubro, no Sabor Pernambuco.

O sucesso da banda Mamonas Assassinas é inexplicável. De covers de canções de rock conhecidas na época, os garotos passaram a fazer uma música irreverente, escrachada, crítica (em certo ponto) e estouraram. Pouco mais de um ano depois, a banda sofreu um acidente quando voltava do último show da turnê no Brasil, e nenhum deles sobreviveu. Marcaram história. Bandas tornam-se estouros por suas letras, suas melodias, seus contatos, seu carisma, sua perseverança? Acredito que não. Bandas, na minha opinião, estouram porque estouram, é tautológico mesmo. A Caravana do Delírio ainda não estourou, mas caminha para isso. Letras, melodias, contatos, carisma e perseverança eles têm, e está sendo aperfeiçoado aos poucos. Porém, acima de tudo, eles têm o que precisam para estourar. O tal do feeling. Talvez seja um sobretudo do Willy Wonka ou um "Mãe, olha" nada roqueiro.

Abraços,
Diogo.

domingo, 24 de agosto de 2008

Viva o Estreito de Bering

No caminho para casa, chamei Diogo de "mandarim", por ele me chamar de "curumim", daí pensei: Nossa, como são parecidas essas palavras. Eis que veio a sacada genial de Diogo: Tá vendo? Os índios vieram mesmo da Ásia.