segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Para sempre?

Dando continuidade ao tema da postagem passada, amor, compartilho aqui um poema de Ernesto Cardenal, poeta nicaragüense. Eu sou bastante leiga (e um tanto desinteressada) no âmbito poético - tanto que "conheci" Cardenal através de um bloquinho de notas de uma tia há algum tempo (anos!) - mas gostei dos versos, ainda que contenha um tom pedante de "meu amor é o melhor", por eles encaixarem-se bem na minha fase de "João amava Teresa que amava Raimundo..." Posto-os agora sem algum motivo especial, apenas por ter lembrado do poema esses dias e por ele aludir a um amor fracassado, tônica da postagem anterior, a qual me reporto.

Epigramas
Ernesto Cardenal

Ao perder-te eu a ti, tu e eu perdemos:
Eu, porque tu eras o que eu mais amava
e tu porque eu era o que te amava mais.
Mas de nós dois tu perdes mais que eu:
porque eu poderei amar a outras como te amava a ti,
mas a ti não te amarão como te amava eu.

2 comentários:

Dio disse...

Putz, belíssimo. Não sou muito afeito a poesia, mas essa tem um esplendor maravilhoso. Forte, decidida e soberba. O poeta atacou o leitor, e o leitor, figura diminuta, só pôde contemplar, baixar a cabeça e pensar. Nem falar.

Abraços,
Diogo.

Anônimo disse...

Foide doer lá dentro do hipotálamo...

;*