Não quero cultivar, mas pontuar o que estou sentindo neste momento. É uma dor que, infelizmente, não cessa com morfina e dói demais. Talvez uma canção de Chico Buarque explique melhor o sentimento.
E os olhos marejados já molham o rosto.
E os olhos marejados já molham o rosto.
Fim de semana passado, tive uma experiência incrível (!). Quem me conhece há mais tempo sabe do meu interesse por instrumentos de corda e, certamente, já deve ter ouvido algo sobre a minha vontade de aprender a tocar violão, violino, cavaquinho ou bandolim. Tudo começou com o desejo de ser uma violonista, mas como me sentia desconfortável com o tamanho do instrumento, bem além dos meus abraços, hesitei aprender a tocá-lo. Eis que desviei meus olhares para o violino, vendo nele uma solução para os meus braços curtos, ao mesmo tempo em que me encantava a sua aparência doce. Toda a história clássica deste instrumento, contudo, não me deixava muito à vontade ao imaginar os sons que gostaria de compartilhar com ele. Sentia-me como se quisesse dançar valsa em ritmo de forró. Assim, pensei em enveredar-me pelas raízes do samba e achei por bem tocar cavaquinho. E já me imaginava na mesma pose de Marisa Monte em uma foto com o instrumento (Haha). Bem, acabei na dúvida entre este e o bandolim, cujo som do choro encantava-me. Durante certo tempo, o segundo dominou a minha preferência e estava certa de que ele seria, finalmente, o meu melhor amigo. Ledo engano. No fim de semana passado, tive algumas "aulas" de violão e tudo o que eu pensei durante anos caiu por terra: o violão não é tão grande assim. Apaixonei-me. Bem, não sei se foi o momento, o “método” do professor ou ambos, mas, pela primeira vez, consegui segurar direito o violão e até extrair alguns acordes. Sim, fiz, a princípio, com que as cordas vibrassem um lindo LÁ (A), um esquisito RÉ (D), um simpático MI (E). Posteriormente, num lapso entre um RÉ e outro, descobri o SI BEMOL DIMINUTA COM GRAVE EM LÁ (Bbº/A). É provável que um outro professor simplesmente apontasse o erro e não me felicitasse com a descoberta. Isso, talvez, contribuísse para a realização efetiva do RÉ, mas, certamente, suprimiria o estímulo à criação e não teria tornado possível todo o ensinamento sobre os meio-tons — bemol e sustenido. Descobri, ainda, que "traste" não é dos piores xingamentos e que os dedos nem doem tanto quanto eu pensava e quanto doíam anteriormente. Conforme o meu desempenho com as cordas evoluía, novos acordes eram ensinados. Assim, com mais um ou dois dias de “aulas”, eu estava compondo uma canção (com letra!) formada por MI (E) e MI MENOR (Em). E tive a oportunidade de conhecer o RÉ COM SÉTIMA AUMENTADA (D7M), bem mais divertido do que o RÉ MAIOR. O violão possibilitou um passeio, realmente, rico pelos ensinamentos da Teoria Musical, rendendo grandes lições. Agora, quando eu ouvir falar sobre tempo de uma música, não vou mais pensar somente nos minutos e segundos de sua duração, mas também na lógica da batida que ela possui — se é binária, terciária ou quaternária. Foram dias de grande aprendizado e eu, realmente, não imaginava que fosse possível uma evolução tão rápida. Bem, de tudo o que aprendi, solfejar ainda me parece uma missão complicada e até engraçada, mas prometo que vou treinar. Que venha o violão.Uma das forças de Raízes do Brasil foi ter demonstrado como o estudo do passado, longe de ser operação saudosista, modo de legitimar as estruturas vigentes, ou simples verificação, pode ser uma arma para abrir caminho aos grandes movimentos democráticos integrais, isto é, os que contam com a iniciativa do povo trabalhador e não o confinam ao papel de massa de manobra, como é uso. [A. Candido, 1986]
elaborado a partir de uma montagem de uma série de entrevistas concedidas pelo músico ao Michael Azerrad.
história clichê de “sexo, drogas e rock’n’roll”. Quero só ver isso! No mais, tenta conectar a antiga banda “Joy Division” com a criação da banda “New Order”, formada após o término dessa primeira.
nredo, basta saber que é um filme com a marca Almodóvar. Além disso, ainda tem no elenco minha sétima colocada, Penelópe Cruz. Isso basta! O filme estréia por aqui em 20/11/2009.
diretor, Leonardo diCaprio. Mas vamos esperar para conferir. Pelo que li sobre o argumento do filme, ele envolve investigação e uma foragida de um hospital psiquiátrico, e sobre isso, Scorsese entende bem.
O que falar sobre dois dos mais antigos clubes de futebol brasileiro? O que falar sobre a paixão de duas torcidas quando seus times estão em campo? Alguém já me disse que certa vez, Nelson Rodrigues falou que dentre as coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante. De fato, para os brasileiros isso é quase regra, aqui, o estranho é não gostar de futebol.
Fotos do caderno de esportes do Jornal do Commercio de 22 de junho de 2000. Para ampliar qualquer imagem, basta apenas clicar nelas.

gabi diz:
uma indagação reflexiva sobre a existência dela. Aqui, o autoritarismo perde espaço para uma ação fenomenológica. A lagarta, na verdade, pergunta à Alice, como é que ela se percebe no mundo. E é a própria inquiridora que dá a resposta ao se transformar em borboleta. E agora eu pergunto, de fato, não somos uma eterna mutação? Não estamos em eterna mudança? Não é isso que somos?Alice: Eu só queria saber que caminho tomar.
Gato: Isso depende do lugar onde quer ir.
Alice: Realmente não importa.
Gato: Então não importa que caminho tomar.