sexta-feira, 25 de julho de 2008

bezerra diz:

Creio que a indicação de Emily Watson (Bess) ao Oscar de melhor atriz foi bastante merecida, sua atuação pareceu-me belíssima, com as cenas são incríveis. Minhas impressões sobre o filme foram ótimas, mas infelizmente, não consegui dissociá-las das de Dogville, a maior bilheteria do Cinema da Fundação, e é sobre ele que quero escrever.

Dio. diz:

Foi o primeiro filme dela.

Dio. diz:

Diga aí.

bezerra diz:

Não sabiaaa

bezerra diz:

Infelizmente assisti a Dogville (2004) antes de Ondas do Destino (1996), quebrando a cronologia da produção de Lars Von Trier, fato, talvez, decisivo na minha predileção pelo trabalho mais recente. Creio que o diretor ficaria satisfeito em ouvir tal comentário, por sugerir a deixa de que seu trabalho vem aperfeiçoando-se.

bezerra diz:

Acho que se eu tivesse assistido Ondas primeiro teria gostado mais.

Dio. diz:

Tás falando igual falasse com Scoop.

Dio. diz:

Como se Scoop continuasse Match Point, e Ondas do Destino continuasse Dogville

bezerra diz:

não, não falei isso não.

bezerra diz:

não foi assim não

bezerra diz:

não foi

bezerra diz:

asjkdhsajkdhaksjkjsads

bezerra diz:

achei Scoop fraquinho

Dio. diz:

Mas foi praticamente única justificativa que desse pra Scoop.

bezerra diz:

comparado com outros de Allen

bezerra diz:

é o mesmo diretor e tal

Dio. diz:

hhehehe

Dio. diz:

Eu analiso o filme. Odeio comparar.

bezerra diz:

de qualquer forma, não desgostei deles, só acho que Match e Dogville são melhores

bezerra diz:

também odeio, mas não consigo.

Dio. diz:

Tipo, penso assim: O diretor não faz um filme para ser melhor que outro, ele faz dois filmes, sem associá-los. Porém, obviamente, suas marcas sempre acabam aparecendo, pois são vícios que nem mesmo ele percebe, ou que ele gosta de usar mesmo, pra dar a marca dele.

Dio. diz:

Entende?

bezerra diz:

eu sei disso

Dio. diz:

hihihi

Dio. diz:

Mas sério, essa é uma dica: Quando tu for falar de um filme, não fala "po, não gostei, 'tal filme' é bem melhor". Porque se não o povo vai achar que tu não tá

bezerra diz:

só penso que com o passar dos "filmes" eles fiquem melhores e tal.

bezerra diz:

e é isso que eu espero quando vejo um filme do mesmo diretor e tal

bezerra diz:

tal qual se faz com livros...

bezerra diz:

não espero a continuação da história, mas uma sacada mais interessante, uma elaboração mais bem feita... um aperfeiçoamento...etc...

Dio. diz:

Hmm... mas é que assim fica parecendo que todos os filmes do diretor têm uma mesma base. Assim, como se a pessoa fosse ver dois filmes com a mesma cabeça, só por serem do mesmo diretor.

bezerra diz:

não comparando um filme com o outro, de fato, até porque são 2 filmes diferentes, com conteúdos diferentes, elenco diferente... bláblá

Dio. diz:

Tipo, veja Kubrick. Barry Lyndon foi depois de Laranja Mecânica e é muuuuuito bom. Mas Laranja é muuuuito bom também, melhor, na minha opinião, mas é impossível compará-los meeesmo.

Dio. diz:

Eu te entendo. Só falei aquela dica porque fiquei preocupado por que da outra vez tu falou que não tinha gostado de Scoop por que "Match Point é bem melhor", e tinha medo que tu falasse isso de Ondas do Destino, e ficasse algo superficial, sabe?

bezerra diz:

mas não foi isso, é que achei a abordagem de Scoop forçadinha

Dio. diz:

Hmm... olha aí.

bezerra diz:

coisa com o espírito do cara, bláblá... ficou diferente de Melinda and Melinda e Match por não tá tão real, tão parecido com o cotidiano como geralmente são os filmes de Allen. não viajei por causa disso, achei forçada as sacadas e tal..

Dio. diz:

É, ficou meio bizarrinho isso.

bezerra diz:

mas perceba que nem comparei Match com Melinda...

Dio. diz:

Pronto, é disso que to falando.

bezerra diz:

foi só um comentário e tal..

Dio. diz:

É porque no dia tu não falou nada disso, aí fiquei meio preocupado...

bezerra diz:

claro que dá pra rir em Scoop, dá pra se divertir e tal, mas não tem o caráter de "cotidiano" que os demais filmes de Allen (os que eu assistir) tem.

Dio. diz:

Também não achei isso muito bom não. Mas gostei, no geral.

bezerra diz:

eu ri e sofri com Bess e tal.

bezerra diz:

gostei do filme

bezerra diz:

o que eu tava querendo dizer quando inclui Dogville no comentário foi que ele me emocionou mais... e que eu gostei mais..

bezerra diz:

afinal foi um dos filmes que mais me emocionou.

Dio. diz:

E, no caso, os filmes de Lars são até bem comparáveis, afinal o tema central é "o ser humano em seu estado mais sofrível".

Dio. diz:

Basicamente.

bezerra diz:

claro que o tema é outro, os personagens são outros... mas Dogville me tocou muito mais. era disso que eu queria falar

Dio. diz:

Acho digno.

bezerra diz:

assim como o assunto central de Allen é o cotidiano

bezerra diz:

os de Kubrick que estávamos falando são completamente incomparáveis, até porque tive a sensação de está com outro diretor que não o loucão de Laranjas e de Olhos..

Dio. diz:

É verdade.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O caráter cênico VI.

SOBRE AUGUSTO BOAL

Carioca do bairro da Penha, Augusto Pinto Boal nasceu em 1931, filho da dona de casa Albertina Pinto e de José Augusto Boal, padeiro português.

Desde cedo mostrou aptidão para as artes, tendo por costume brincar de teatro quando criança, escrevendo e montando peças durante os encontros familiares. Na juventude, entretanto, apaixonou-se pelos cálculos, formando-se engenheiro químico pela atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Na década de 1950, por ocasião de um Ph.D na Universidade de Columbia, Boal reencontra a arte e torna-se aluno de John Gassner na School of Dramatics Arts (Universidade de Columbia).

Ao retornar ao Brasil, em 1956, é convidado por Sábato Magaldi e José Renato para dirigir o Teatro Arena, fundado em 1953, na cidade de São Paulo. Sob o mote de nacionalizar o teatro brasileiro, realizando espetáculos de baixos custos e incentivando os artistas nacionais, o Teatro Arena surgia como alternativa às práticas do Teatro Brasileiro de Comédia, renomado por possuir produções sofisticadas e repertórios internacionais.

Sua primeira direção rendeu-lhe o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) como diretor-revelação, em 1956, com a peça de John Steinbeck, Ratos e Homens. O primeiro texto não tardou, afinal, a crise do Teatro Arena agravava-se e obriga a companhia a investir em textos nacionais. No ano seguinte, então, Boal encenou a peça Marido Magro, Mulher Chata, uma comédia de costumes, cujo cenário era Copacabana, marcando sua estréia como autor.

A companhia reergue-se com o sucesso da renomada peça de Gianfrancesco de Guarniere, Eles Não Usam Black Tie, e durante as décadas de 1950 e 1960, através do Seminário de Dramaturgia, proposto por Augusto Boal, o Teatro Arena consegue firmar-se como dramaturgia genuinamente brasileira, sendo de essencial conhecimento para os apreciadores da arte cênica. O embrião do grande trabalho de Boal, o Teatro do Oprimido, começa a surgir na década seguinte, através do Teatro-Jornal, iniciado a partir de experimentos do Núcleo Dois do Arena.

O Brasil já amargurava a ditadura militar quando Boal, junto a Oduvaldo Vianna Filho, o Vianinha, Paulo Pontes e Armando Costa, dirigiu o show Opinião, que daria início ao Grupo Opinião, numa proposta de resistência através da arte. Com o AI-5, promulgado nos idos de 1968, no entanto, os artistas passaram a ser perseguidos, tendo o Teatro Arena, inclusive, excursionado durante um ano por alguns países da América, na tentativa de dar continuidade aos seus ideais.

Em fevereiro de 1971, Augusto Boal teve a liberdade tolhida, sendo seguidamente preso, torturado e exilado. Durante o exílio, morou em vários países, permanecendo por dois anos em Portugal, onde recebeu a famosa carta, posteriormente musicada (Meu Caro Amigo), de Chico Buarque. Lá também escreveu e montou, sob o título de Mulheres de Atenas e com músicas de Chico Buarque, uma adaptação da peça grega Lisístrata, uma comédia anti-guerra, de Aristófanes. Posteriormente, estabeleceu-se na França, a partir de 1978, onde desenvolveu, com ajuda de sua esposa, as técnicas introspectivas da arte cênica publicadas no livro Teatro do Oprimido: o Arco-Íris do Desejo, tendo na capital francesa, inclusive, criado o Centre du Théatre de l´Opprimé-Augusto Boal, em 1979.

O objetivo do Teatro do Oprimido, inspirado na proposta de Paulo Freire para a educação, era democratizar o acesso de todas as camadas sociais às produções teatrais, através de novas técnicas e novos exercícios, formulados por Augusto Boal, para a preparação dos atores. A metodologia proposta pelo dramaturgo brasileiro é, hoje, uma realidade, tendo seus conceitos praticados em todos os continentes.

"O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos "espect-atores" . [BOAL, Augusto]

A convite de Darcy Ribeiro, então Secretário de Educação do Rio de Janeiro, Boal volta ao Brasil, em 1986, com a missão de dirigir o projeto Fábrica de Teatro Popular, que tem por objetivo tornar a linguagem teatral mais acessível ao público. Posteriormente, ele tenta difundir o Teatro do Oprimido no Brasil através da criação de um centro homônimo na capital carioca, o CTO-Rio.

Provavelmente, na intenção de difundir o projeto de forma mais acelerada, Augusto Boal entra na política e consegue eleger-se vereador da cidade natal em 1992, pelo Partido dos Trabalhadores. E como conseguiu, através do Teatro dos Oprimidos, tornar o espectador um ator, ousou tentando transformar o eleitor em legislador, praticando o Teatro como Política.

Dando continuidade ao seu trabalho de tendência nacionalista, transformou, em 1999, a ópera Carmem, de Bizet, em SAMBÓPERA, traduzindo as músicas originais para ritmos brasileiros.

Hoje, em virtude do Teatro do Oprimido, com obras traduzidas em mais de vinte idiomas, Augusto Boal é um dos indicados ao Prêmio Nobel da Paz de 2008 e, ainda assim, infelizmente, poucos brasileiros conhecem sua obra.


REFERÊNCIAS:

Augusto Boal in CURRICULO BOAL. Disponível em:
http://www.ctorio.org.br/CURRICULO%20BOAL.htm
Acessado em 21/07/08

Boal, Augusto (1931) in Enciclopédia Itaú Cultural. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=703
Acessado em 21/07/08

Augusto Boal in Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Augusto_Boal
Acessado em 21/07/08

segunda-feira, 21 de julho de 2008

1976 -- Chico Buarque e Augusto Boal


Chico Buarque compôs MULHERES DE ATENAS para peça homônima de Augusto Boal, sugerindo a metáfora da submissão feminina, não só no mundo grego, mas no próprio Ocidente.
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas

Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Guardam-se pros seus maridos
Poder e força de Atenas

Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas


Chico Buarque musicou, com
Francis Hime, a carta destinada ao dramaturgo Augusto Boal, exilado em Lisboa, sob o título de MEU CARO AMIGO.
Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra tão jogando futebol

Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando e também sem a cachaça

Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol


Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho

Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco


Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças

O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Cadê a apuração?

No mesmo dia em que o Jornal do Commércio (JC) publica, através da Agência O Globo, o texto de Ancelmo Gois comentando, em “xará inocente”, a gafe do jornal italiano La Stampa, comete a grosseria de confundir a nova Miss Universo.

O caso Daniel Dantas (banqueiro) tem gerado polêmica para além do âmbito político, fãs desavisados do ator homônimo têm desesperado-se com as denúncias nos noticiários, gerando equívocos quanto à identidade do verdadeiro acusado.

La Stampa publicou a notícia da prisão do banqueiro, capa, inclusive, dos semanários brasileiros mais lidos do país, mas errou na foto, exibindo, erroneamente, a foto do ator Daniel Dantas, que atualmente atua na novela global Ciranda de Pedra. A confusão foi comentada pelo colunista Ancelmo Gois, em coluna no jornal O Globo, também publicada no JC de hoje.

Quem ler o mesmo jornal, perceberá gafe semelhante no caderno cultural do JC, quando se refere à Miss Universo eleita no último domingo, a venezuelana Dayana Mendoza, e publica foto da vice, a colombiana Taliana Vargas.

Claro que a proporção do equívoco é bem menor que a cometida pelo jornal italiano, mas fica a crítica e o clamor por maior apuração.


*Mudando de assunto, recomendo o vídeo, cujo tema foi reportagem do NE TV, Jornal Hoje e Jornal Nacional de ontem (15) e chamou-me bastante atenção pela grande força de vontade de um ex-morador de rua recifense.
*Novamente, créditos a Ana Gabriela López, pela disposição em ajudar.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Política(gem)

A proximidade eleitoral já é notória nas ruas, cobertas por bandeirolas e fotos dos candidatos. Na programação da TV e do rádio, algumas conversas com prefeituráveis acontecem em clima de camaradagem, debates e diálogos mais eleitoreiros só surgirão a partir do Horário Eleitoral, com início em agosto.

Conforme sugere a reportagem do JC de hoje, as animosidades começam a ficar latentes. Na última sexta-feira (11), o polêmico Newton Carneiro (PRB), prefeito-candidato à prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, já gerou balbúrdia ao, abertamente, pedir votos aos delegados do Orçamento Participativo em reunião. Paulo Rubem (PDT), deputado federal e candidato, pede investigação do caso à Polícia Federal, o também prefeiturável André Campos (PT) ainda não definiu ação.

(REPORTAGEM NA ÍNTEGRA)
Newton enfrenta ações do PT e PDT
Publicado em 15.07.2008

O pedetista Paulo Rubem pede à Justiça Eleitoral investigação sobre a reunião do prefeito-candidato com delegados do OP, quando Newton pediu votos. Já o petista André Campos está definindo a ação

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Newton Carneiro (PRB), virou alvo na Justiça ap
ós pedir votos para a reeleição em um evento realizado pela prefeitura. O deputado federal e prefeiturável, Paulo Rubem (PDT), entrou ontem com um pedido de investigação eleitoral para verificar se houve ou não uso da máquina na reunião com delegados do Orçamento Participativo (OP), na última sexta-feira. Na ação, o parlamentar pede a impugnação da candidatura do prefeito, caso a infração seja comprovada. O deputado estadual e também prefeiturável André Campos (PT) anunciou que também vai acionar Newton, mas ainda não definiu o tipo da ação.

Além de querer a impugnação do prefeito-candidato, Paulo Rubem pede ainda a inegibilidade do secretário municipal de Cultura, Amaury Cândido. Na reunião do OP, ele pediu votos aos delegados. A ação foi protocolada na 147ª zona eleitoral. Newton e Amaury ainda não foram notificados.

A assessoria jurídica de André Campos informou que vai entrar na Justiça até amanhã, mas não quis dar mais detalhes. O petista adiantou que vai questionar o possível uso da máquina, mas não vai se ater aos ataques pessoais proferidos por Newton. “Só lamento que ele tenha se referido a uma pessoa que não pode mais responder, que é meu pai (Wilson Campos, já falecido)”, disse.

Na reunião com delegados do OP, num hotel, Newton pediu votos abertamente. “Vim aqui pedir votos e apoio de vocês nessa campanha”, disse. O prefeito também acusou André de “participar de uma quadrilha” e disse que a gestão de Carlos Wilson, irmão de André, na Infraero foi “corrupta” e que o pai deles deu início à “quadrilha” na década de 1970, quando presidiu o Bandepe.

FONTE: JC ONLINE

Newon Carneiro é famoso por medidas de caráter esdrúxulo (cemitério para bandido como proposta para o fim da violência - leia aqui) e acusações de improbidade administrativa, mantendo o eleitorado através de melhorias sociais que promoveu, em mandatos anteriores, na cidade, como construção de casas para população carente. O canditado declarou, há alguns dias, que não fará campanha, provavelmente apostando nos fiéis eleitores; a disputa, nesta eleição, com renomados candidatos (André Campos e Paulo Rubem), porém, parece ameaçar a continuidade de Newton na prefeitura.


*Créditos a Ana Gabriela López pelo fornecimento da reportagem em formato digital.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O caráter cênico V.

"TEATRO É AO VIVO, VÁ VER"

A programação teatral da cidade parece esconder-se do público. Com várias peças acontecendo na cidade, sites como o "pe360graus" só divulgam o Balé de São Petersburgo, custando nada mais nada menos que cinqüenta reais (R$50) para estudantes. A crítica, proferida aqui, não se destina ao Balé, que, com composição de Tchaikovsky, certamente é belíssimo, mas à má divulgação dos programas culturais. Combatendo-a, há a
Agenda Cultural, divulgada pela Prefeitura da Cidade do Recife, que teve a sua primeira publicação no ano de 1995, com distribuição gratuita em locais de acesso público, além de possuir uma versão online.

Medéaaponto, peça conhecida por mim através de tal agenda, chamou a minha atenção por tratar-se de uma personagem curiosa e complexa da mitologia grega. Medéia exala um quê de feminismo e leva ao extremo o ciúme, com requintes de crueldade. Além de ser uma adaptação da obra de Eurípides, um dos grandes
tragediógrafos da Grécia Antiga, sendo Medéia uma de suas grandes peças.

Sábado (12/julho), portanto, fui ao Teatro
Alfredo de Oliveira, anexo do Teatro Waldemar de Oliveira, assistir à peça, que disputou (?) público com Um Sábado em Trinta, de Luiz Marinho, cujo ingresso estava, instantes antes de começar, custando cinqüenta reais (R$50). Ao perceber a grande quantidade de pessoas na bilheteria e ao ser informada do espetáculo de Luiz Marinho, homenageado do VII Festival Recife do Teatro Nacional, lembrei da minha "teoria" de que o recifense, em geral, só vai aos teatros e aos cinemas ditos culturais quando trata-se de uma apresentação renomada.

Não pensei duas vezes em comprar o ingresso para Medéaaponto, não só pelo meu interesse anterior, como também pelo preço, quase dez (10) vezes mais barato que a peça-alvo (Sábado em Trinta) daquela noite. Ao entrar no teatro, percebi que quase ninguém pensou como eu, pois o "despovoamento" das cadeiras era notório, embora o recinto fosse pequeno (bem pequeno).

Havia apenas uma atriz em cena — o que não significa dizer que era um monólogo — que interpretava e cantava com muito talento, esbanjando experiência. Algumas "inovações tecnológicas" na cena, mesmo bastante ousadas, não me fizeram perder o interesse, quebraram, pois, o clima tenso, confesso que passei boa parte do tempo com medo, de forma interessante. Recomendo.

MEDÉAAPONTO
O espetáculo vai fundo na mitologia grega e exibe de forma visceral um dos mais marcantes trabalhos de valor imaginativo da literatura ocidental. Com direção de Marcondes Lima, a peça mostra a entrega absoluta da atriz ao seu personagem que além de Medéia desempenha a voz da ama, de Creonte e de outros personagens. A música é o elemento dialético mais marcante da montagem já que as falas da protagonista soam como canções de pesar e degredo.
Sab | 21h
Teatro Alfredo de Oliveira
Praça Osvaldo Cruz, Boa Vista, Recife
Tel 3222 1200
R$ 12 e R$ 6

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O caráter cênico IV.

Esses dias, eu comecei a pensar na possibilidade de incluir a arte cênica na minha vida, diante disso, fui em busca de pensamentos que convergissem com o meu. O propósito do "tcheco-brasileiro" Yan Michalski agradou-me bastante.

“No precário campo da bibliografia teatral brasileira, tal registro [o livro O Teatro Sob Pressão: Uma Frente de Resistência] talvez seja, no momento, a tarefa mais urgente: ele permite reunir numa publicação única dados que se acham dispersos, esboçar as linhas gerais de um panorama, refrescar uma memória coletiva que, diante da velocidade com que a vida nacional evolui, tende a enfraquecer-se progressivamente e construir uma base factual para futuros estudos.” [MICHALSKI, 1989]

Desde o princípio, o escritor deixa claro seu grande desafio no livro O Teatro Sob Pressão: Uma Frente de Resistência: Mostrar que, apesar da repressão, o teatro realizado durante o período ditatorial brasileiro foi muito influente e bem realizado, sem que isso acarrete afirmar que a censura foi um elemento favorável à criação cênica.

Yan Michalski sugere em 1989, o que hoje é bastante notório: a grande problemática do teatro atual. Em decorrência dos altos custos das produções, prevalecem nos palcos os monólogos, as peças de pequeno porte ou os roteiros ínfimos que só atraem o público médio interessado em ver os atores “globais”, nem sempre talentosos.

“O teatro adquiriu, na vida do país, um destaque que nunca antes lhe coubera, e que voltou a não lhe caber a partir do momento em que a ‘distensão’ e posteriormente a ‘abertura’ começaram a desalojá-lo do espaço excepcional para o qual havia sido projetado e no qual soube firmar-se nos tempos mais duros do regime militar.” [MICHALSKI, 1989]

Diante disso, sem qualquer intuito de apologia à ditadura, muito pelo contrário, sobram questionamentos:
Quais os meios possíveis para reviver a grandeza teatral de outrora? Por que a bilheteria do cinema sobrepõe-se, hoje, à do teatro? Como e quando as produções cinematográficas "roubaram" o público e o glamour das peças teatrais?

Recomendações:
O Teatro Sob Pressão: Uma Frente de Resistência, Yan Michalski

Por Que é Tão Dicífil Gostar de Teatro?, Antro Particular

sábado, 14 de junho de 2008

Pelo MEIO.

A biodiversidade do planeta Terra propicia uma grande luta pelo espaço e pela própria vida. Devido a tal disputa por território e com fins alimentícios, o homem, desde a Pré-História, tolhe as demais espécies consideradas óbices ao desenvolvimento e as necessárias à alimentação humana. Para diferenciar-se de vez dos animais irracionais, o homem classificou-se como “homo sapiens sapiens”, pois julga ser duplamente sábio. Desde então, sob pretexto de melhorar o mundo, a espécie humana, ao definir-se superior, transforma o meio ambiente e provoca grandes desastres na natureza, o que torna inóspito o habitat dos demais seres vivos. Através de desmatamentos, queimadas e capturas, várias espécies tornam-se vítimas do dito desenvolvimento. O homem age, ainda, conforme a vaidade e utiliza pele animal a fim de produzir, irracionalmente, luxuosos acessórios modísticos. Devido à degradação humana, muitos seres vivos encontram-se extintos ou em processo de desaparecimento. Com grande egocentrismo e visando tão-somente o lucro, o homem aproveita-se da indefesa dos animais para lograr o topo do desenvolvimento. Com a ausência de um pensamento a longo prazo, as pessoas provocam a destruição do meio ambiente, sem sequer perceber o mal que causam a elas mesmas. A natureza encontra-se degradada, é mister, portanto, uma rápida conscientização a fim de dar continuação à vida.

*Redação escrita (em 2007) para o vestibular da UNICAP.

sábado, 7 de junho de 2008

Leão, Nara Lofego.

Filha caçula de capixabas e irmã da, então jornalista, Danuza, Nara Leão nasceu no sábado do dia 19 de janeiro de 1942, também em Vitória. Com um ano, apenas, enraizou-se na zona sul carioca, durante a expansão de Copacabana. Aos 11 anos, conheceu, em tal praia, o seu futuro namorado e amigo de toda a vida, Roberto Menescal, a quem apresentou o jazz.

No apartamento dela, onde sempre havia madrugadas musicais, nasceu a Bossa Nova. Nara participava mais na condição de amadora, desde sempre, porém, ganhou o título inalienável de Musa do movimento. Num dos shows despretensiosos na faculdade, Silvinha Telles chamou Nara para o palco, onde ela cantou de costas para o público, devido a sua timidez.

Sua estréia profissional só ocorreu em 1963, já na segunda fase da Bossa Nova, quando, ao lado de Vinícius de Moraes e Carlos Lyra, cantou Pobre Menina Rica.

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POBRE MENINA RICA

Eu acho que quem me vê, crê
Que eu sou feliz, feliz só porque
Tenho tudo quanto existe
Pra não ser infeliz

Pobre menina tão rica
Que triste você fica se vê
Um passarinho em liberdade
Indo e vindo à vontade, na tarde

Você tem mais do que eu
Passarinho, do que a menina
Que é tão rica e nada tem de seu

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Nara, ainda, buscou resgatar a música de morro, regravando sambistas como Cartola e Nelson do Cavaquinho, sendo a primeira cantora branca da zona sul a valorizar as raízes do samba.

Durante os anos 1960, já como cantora profissional, Nara adota posturas musicais diferentes, passando a cantar músicas de protesto, embalada com as atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE (CPC). Lança, em 1964, seu primeiro disco, Opinião de Nara, cujo nome despertou em Oduvaldo Viana Filho a idéia de intitular um dos shows mais importantes da época de Opinião, que contou, ainda, com a participação de Zé Kéti e deu início à carreira de Maria Bethânia.

01 - Opinião
(Zé Kéti)

02 - Acender as velas
(Zé Kéti)

03 - Derradeira primavera
(Tom Jobim e Vinicius de Moraes)
04 - Berimbau – ritmo de capoeira
(João Melo e Clodoaldo Brito)
05 - Sina de caboclo
(João do Vale e J. B. de Aquino)
06 - Deixa
(Baden Powell e Vinicius de Moraes)
07 - Esse mundo é meu
(Sergio Ricardo)

08 - Labareda
(Baden Powell e Vinicius de Moraes)
09 - Em tempo de adeus
(Edu Lobo e Rui Guerra)

10 - Chegança
(Edu Lobo e Oduvaldo Viana Filho)
11 - Na roda da capoeira
(Folclore baiano)

12 - Malmequer
(Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar)

Foi através desse disco que Nara passou a incorporar ao seu canto um clamor à resistência democrática no país. Assim, trocando farpas com o regime militar, ela quase foi enquadrada na Lei de Segurança Nacional, tendo escapado devido à mobilização de intelectuais, Carlos Drummond de Andrade escreveu, inclusive, um poema defendendo-a.

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“...Os militares podem entender de canhão e metralhadora, mas não pescam nada de política.” (Nara Leão)
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Posteriormente, em 1966, na época áurea dos festivais, Nara canta, ao lado de Chico Buarque, A Banda, música, por muitos, considerada o marco da mutação da Bossa Nova para a MPB, vencendo o II Festival de Música Popular Brasileira.VÍDEO

De personalidade crítica, Nara, ainda, foi uma das primeiras cantoras consagradas a aderir ao Tropicalismo, movimento musical que visava a quebra dos preconceitos na música brasileira, tendo participado do LP Tropicália ou Panis et Circenses, em 1968, cantando Lindonéia.

A partir do ano de 1968, com a instituição do AI-5, ainda no governo de Costa e Silva, a repressão aumentou, obrigando-a, já casada com o cineasta Cacá Diegues, a exilar-se na Itália e, depois, na França, onde nasceu sua filha Isabel.

Ao voltar para o Brasil, Nara, após o nascimento do seu filho Francisco, deixa a vida de cantora famosa para prestar vestibular, passando em um dos primeiros lugares no curso de psicologia, Não chegou a concluir a faculdade, pois não resiste e volta à música, gravando vários discos e fazendo shows pelo mundo, acompanhada do grande amigo Roberto Menescal.

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Ele [o violão] é como um namorado. Ajuda, aconchega.”
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Em decorrência de um tumor inoperável, no dia 7 de junho de 1989, há exatos 19 anos, na sua quase cidade natal, Rio de Janeiro, Nara Leão morreu prematuramente, aos 47 anos, deixando um grande legado para a música brasileira.



Bibliografia Consultada:

TÁVOLA, Artur de.; Nara Leão: O Canto da Resistência. Revista Contato (Brasília), v. 2, n. 6, p. 145-158, jan. 2000.

Nara Leão. Agenda do Samba e Chora. Disponível em: http://www.samba-choro.com.br/artistas/naraleao
Acesso em: 05 de junho de 2008.

Centro Popular Cultural da UNE. Enciclopédia ITAÚ Cultural. Disponível em: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/index.cfm?fuseaction=cias_biografia&cd_verbete=459
Acesso em: 06 de junho de 2008.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A LÉON WERTH

A LÉON WERTH
Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho um outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso.) Corrijo, portanto, a dedicatória:
A LÉON WERTH QUANDO ELE ERA PEQUENINO
Quem já leu O Pequeno Príncipe, certamente, impressionou-se com a belíssima dedicatória de Antoine de Saint-Exupéry a Léon Werth. Relendo o livro (na versão espanhola, El Principito), esses dias, para um trabalhoso trabalho de espanhol, novamente deparei-me com as palavras emocionantes de tal dedicatória. A leitura de cada frase parece dizer muito mais do que Exupéry explicitamente diz e propociona um choro tímido, por razões talvez não tão óbvias para outras pessoas. Assim, na curiosidade de descobrir quem foi Léon Werth, fui à busca e encontrei um texto bem legal sobre a relação que ele tinha com o grande Exupéry.

"Léon Werth, ensaísta e novelista francês encontrou-se com Saint-Exupery no ano de 1931. Tornaram-se amigos. Eram opostos. Werth era vinte e dois anos mais velho que o amigo, autor de vários livros, tendo sua escrita um estilo surrealista. Nada mais diferente e nada que impedisse essa amizade. Saint Exupery dedicou-lhe dois livros (Carta a um Refém, O príncipe pequeno) e consultou Werth em mais três. Enquanto escrevia "O pequeno príncipe", em New York, Saint-Exupery pensava nos amigos e suas privações por causa da guerra. Teria dito na ocasião que diante da impossibilidade de retirar os amigos da Europa em guerra, preferia juntar-se a eles e assim o fez.
O fim da segunda guerra mundial, Antoine de Saint Exupery não viveu para ver. Em 31 de Julho de 1944, o general Gavoille confia-lhe uma missão. É o seu último vôo. Desaparece sem deixar vestígios.
Leon Werth diria ao fim da guerra: a "paz, sem Tonio (Exupery) não é inteiramente a paz." Leon Werth não leu o livro pelo qual foi em parte responsável senão cinco meses após a morte do seu amigo, quando recebeu edição especial da obra."
Extraído, integralmente, de: Literatus

segunda-feira, 2 de junho de 2008

CHUN LI

Com o fim da Copa Paulo Francis, podemos dizer que os garotos do RYU não titubearam e jogaram com muita raça, vestindo e suando a camisa cinza com muito orgulho. E que mesmo com todas as derrotas, nossa torcida permaneceu forte e confiante, porque RYU que é RYU tá sempre disposto pra próxima luta (jogo) com a temível gana de vitória. Depois de muita torcida para os garotos, que, infelizmente, honraram a tradição "Calouro sempre na laterna", as "Chun Lis" (Escalação: Rachel, Gabriela, Júlia Arraes, Idalina e Júlia Caldas), enfim, puderam sentir o gostinho da vitória. Sábado (31/05) foi dia das meninas colocarem as chuteiras em campo e ceder a arquibancada para os garotos no jogo mais "paz e amor" da copa.
Após momentos de grande vaidade, as "Chun Lis" tiveram um breve treinamento com a Revelação da Copa Paulo Francis. Ferrugem mostrou as suas habilidades futebolísticas e com muitos chutes a gol, sem nenhum gol, a torcida ficou tensa e apreensiva sobre que resultado esperar do jogo.
Apito soado, bola em campo. RYU e VTU mostrariam a partir daquele momento o verdadeiro futebol-arte e o legítimo espírito esportivo, constituido de garra e muito respeito. A partida foi bastante limpa, com apenas uma falta, segundo expectador, fazendo da Copa Patrícia Poeta um exemplo a ser seguido na Paulo Francis, que esbanjou cartões, sobretudo nos primeiros jogos.
A rede balançou com chutes de um só pé, Júlia Caldas fez todos os gols da partida, exibindo beleza e talento, característica principal da Copa Patrícia Poeta. Terminava assim o maravilhoso jogo, que agradou a quem viu e maravilhou quem participou.
O RYU gritou VITÓRIA. E todos juntos todos comemoraram o título. Ano que vem tem mais. Força na Peruca!

*Agradeço a todos, principalmente às meninas da equipe, que realmente honraram o nome equipe e jogaram de igual para igual num jogo sem estrelismo e com muito respeito. E agradeço, ainda, às meninas do VTU por ter proporcionado um jogo realmente lindo, sem brigas e sem pancadaria, numa competição emocionante, regada de espírito esportivo. A Rafael, quero dizer que agradeço a paciência de Jó.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

"As mulheres querem tê-lo, os homens querem ser ele"

Francis Albert Sinatra nasceu em Hoboken, New Jersey, em 12 de dezembro de 1915. E, faleceu em Los Angeles, 14 de maio de 1998. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho no cinema e outra por seu trabalho na TV americana.

Frank Sinatra, filho de um bombeiro de origem italiana, foi um dos mais populares artistas e músicos do mundo. Hoje, 14 de maio, faz 10 anos da sua morte. Uma das suas esposas foi aquela que ficou conhecida como o "mais belo animal do mundo" - Ava Gardner. Atuou em filmes como: (1953) - A um passo da eternidade (From here to eternity) onde ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e também, o Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante. E em (1960) trabalhou em - Onze homens e um segredo (Ocean's Eleven), dentre outros. Além das suas atuações, quem não se recorda no mínimo de uma das suas brilhantes interpretações como cantor?
Seja em, As Time Goes By, canção símbolo do filme Casablanca (1942):


Seja em, My Way, canção que se tornaria "marca registrada" da sua personalidade. Visto que "Blue Eyes" como era conhecido, tomava decisões que ninguém ousava questionar.


Outra canção também inesquecível é New York, New York. Música que recebe o nome do filme do premiadíssimo cineatra Martin Scorsese, e que continha no elenco nada mais, nada menos, que Liza Minnelli e Robert De Niro. E claro, a interpretação do brilhante Sinatra.


E por fim, vale lembrar, que nosso cantor homenageado, também conhecido como "The Voice", se encantou pela nossa Bossa Nova. E em 1967, juntamente, a outro gênio, Tom Jobim, canta o estilo "tupiniquim" admirado e ouvido mundo a fora. Irônia do destino, a Bossa Nova, é um estilo musical genuinamente brasileiro, que a população em geral desconhece. Nossa desigualdade é multi-facetada e se mostra de várias maneiras pela realidade social.


É óbvio que há outros grandes sucessos que levam a marca de Frank Sinatra - Strangers In The Night, I've Got You Under My Skin. No entanto, não estou procurando realizar uma biografia ou discografia, apenas uma homenagem para aquele que não pode, e nem deve, ser esquecido pelas futuras gerações. Tarefa difícil, porém, não impossível. Homenagem mais que válida, pois mesmo depois de 10 anos, ele ainda é um dos maiores intérpretes ouvidos da música pop clássica americana.
Obs.: o título do post foi proferido pela atriz estadunidense Shirley MacLaine.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

EM HOMENAGEM AOS 103 ANOS DO SPORT CLUBE RECIFE


HISTÓRIA - A origem do Sport é semelhante à de alguns clubes brasileiros. Um recifense, Guilherme de Aquino Fonseca, voltou de seus estudos na Inglaterra, onde conheceu o futebol. Encantado com o novo esporte, ele trouxe a modalidade para sua terra e, junto com outros 22 amigos, fundou o clube ao meio-dia do dia 13 de maio de 1905, no salão da Associação dos Empregados do Comércio do Recife, tendo como primeiro presidente Elysio Alberto Silveira.
O fato também pode ser interpretado como o início do esporte bretão em Pernambuco, já que não se tem notícia nem registro de manifestação do futebol anterior ao Sport - o Clube Náutico Capibaribe surgiu em 1901, mas como clube de remo. O primeiro jogo aconteceu quase um mês depois, no dia 22 de maio, no campo do Derby. Os rubro-negros enfrentaram o English Eleven, time formado por funcionários de companhias inglesas do Recife. Com muita raça, o time local arrancou empate por 2x2.
O time disputou amistosos até 1916, quando estreou no Campeonato Pernambucano - cuja primeira edição realizara-se no ano seguinte. E a primeira empreitada foi em grande estilo. Os rubro-negros conquistaram o primeiro de seus 37 estaduais, com uma goleada de 4x1 em cima do Santa Cruz, no dia 16 de dezembro. A dose seria repetida no ano seguinte, novamente diante dos tricolores, com vitória por 3x1.
Em 1919, o Sport realizou sua primeira excursão e que mudaria para sempre a imagem do clube. A delegação rubro-negra foi ao Pará para uma série de jogos. No último deles, contra um combinado Remo-Paysandu estava em disputa o troféu Leão do Norte.
Certos da vitória, os paraenses reagiram com fúria à derrota por 3x2. Depois de muita pancadaria, um torcedor local invadiu o navio em que a delegação retornava para o Recife e, com um cano de ferro atingiu o troféu, danificando a cauda do Leão.
A conquista heróica fez com que a diretoria alterasse o brasão do clube. Antes era uma âncora com um salva-vidas ladeado por um par de remos e, no centro do salva-vidas um pau de críquete, uma raquete de tênis e uma bola de futebol. Em cima, a data de fundação. Para completar, as cores não eram as do clube (vermelha e preta) e sim vermelha e amarela. Armando Vieira dos Santos insipirou-se nas armas escocesas para adotar o leão no novo escudo.
Coincidência ou não, a partir daí o Sport cresceu a passos largos, tendo conquistado seu primeiro tricampeonato em 23/24/25 e a aquisição do terreno de sua sede, no dia 29 de novembro de 1935. Foram pagos 53 contos de réis pela Chácara da Ilha do Retiro. Dois anos depois, o estádio da Ilha do Retiro, mais tarde oficialmente Adelmar da Costa Carvalho, foi inaugurado com uma partida eletrizante, em 4 julho. O Sport venceu o Santa Cruz, por 6x5, com o gol da vitória anotado por Haroldo Praça - pai do atual vice-presidente do Leão, Sílvio Guimarães.
Em 1941, o time da Ilha fez outra vitoriosa excursão, desta vez pelos estados Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Pela primeira vez um time do Norte/Nordeste empreendia tal feito. Em 16 jogos foram 11 vitórias, dois empates e quatro derrotas. Nada menos que seis atletas foram contratados por clubes cariocas, entre eles, Ademir de Menezes, que foi para o Vasco e depois tornou-se artilheiro da Copa de 1950, com nove gols, sendo, até hoje, o maior matador brasileiro numa única Copa do Mundo.
Em 1955, o clube chegou aos seus 50 anos com a conquista do Pernambucano, onde se destacavam o zagueiro Bia, o médio Eli e o atacante Traçaia, maior artilheiro rubro-negro, com 201 gols. Em 1957, nova excursão, desta vez para a Europa, onde o Leão conquistou vitória sobre a seleção de Israel, da Turquia e o Fenerbaçhe.

JEJUM - Mas como toda história gloriosa, a saga leonina também tem tristezas no meio. Após o bicampeonato (61/62), o clube entrou em seu maior hiato de conquistas. Foram amargos 12 anos em que os rubro-negros assistiram, impotentes a um hexacampeonato do Náutico (63/68) e um penta do Santa (69/73). O alívio veio em 1975, com uma vitória sobre o Náutico em pleno Eládio de Barros Carvalho.
A partir daí, o Leão oscilou bons e maus momentos em sua caminhada, mas o ponto alto deu-se em 1987 com a maior conquista da agremiação. Com um regulamento confuso que fez a competição terminar apenas no ano seguinte, o Sport sagrou-se campeão brasileiro depois de dois jogos com o Guarani e um sem-número de embates jurídicos - a questão foi bater até no Supremo Tribunal Federal, que homologou a conquista rubro-negra.
Depois do pentacampeonato, conquistado em 2000, o Leão entrou numa crise política, com dois grupos digladiando-se durante quase dois anos e suas conseqüências quase levando o clube à Terceira Divisão - chegou bem perto em 2004 e 2005, ano do centenário. A recuperação iniciou-se em 2006, com o retorno à Série A depois de cinco anos. Hoje, o Sport vive uma expansão de seu patrimônio caminhando lado a lado com bons resultados no futebol - atualmente é tricampeão estadual.
Fonte: http://jc.uol.com.br/tvjornal/2008/05/12/not_153170.php

Programação de Aniversário

06:00 - ALVORADA RUBRO-NEGRA - SPORT
15:00 - ENTREGA DA REVITALIZAÇÃO DAS ARQUIBANCADAS - PÁTIO EXTERNO DO ARCO
16:00 - ENTREGA DO MASTRO RUBRO-NEGRO - ENTRADA DO ARCO18:00 - DESCERRAMENTO DO BUSTO DA MULHER-MÃE, TORCEDORA SÍMBOLO DO SPORT
18:30 - MISSA EM AÇÃO DE GRAÇAS - NICHO NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
19:45 - EXECUÇÃO DO HINO NACIONAL, DE PERNAMBUCO E DO SPORT - SALÃO SOCIAL
20:00 - SESSÃO SOLENE DO CONSELHO DELIBERATIVO- SALÃO SOCIAL
APÓS A SESSÃO SOLENE - FESTIVAL PIROTÉCNICO - PÁTIO EXTERNO DO CLUBE
APÓS A SESSÃO SOLENE - CORTE DO BOLO COMEMORATIVO - SALÃO SOCIAL

In: http://www.sportrecife.com.br/ver_destaque.php?id=660

Obs.: este texto não tem nada a ver com Gabriela. Palavras dela, “deixa, antes, bem claro que não se trata de provocação e que eu não tenho nada a ver com o conteúdo”.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Maio de 1968.

Por ocasião dos 40 anos do maio/68.
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“SEJAMOS REALISTAS, QUE SE PEÇA O IMPOSSÍVEL”, com esta frase um companheiro, deu início ao seu discurso, naquele dia pacato em Paris. Confesso ter ficado bastante entusiasmada com a idéia de poder pedir o impossível e, ainda assim, ser considerada realista. Era um tempo em que proibir era proibido, nós queríamos abraçar o mundo e transformá-lo num lugar melhor, mais justo. Lembro-me que esse companheiro proferiu tal frase com olhar distante, parecendo querer esta causa com todo o seu âmago; emocionei-me, estava, confesso, assustada com tudo o que estava ocorrendo e com medo do que estava por vir. Meus pais haviam impedido a minha ida à luta; eu fingi concordar, no entanto, mesmo extremamente assustada, deixei o ideal tomar conta da minha alma, não hesitei, junto aos amigos, resolvi participar intensamente desse "acontecimento revolucionário mais importante do século XX".
Hoje acordei lembrando daquele "episódio" de outrora, senti-me bastante orgulhosa e contei a meus netos essa difícil "aventura". Olhei para cada um deles, enquanto falava, observei cada expressão. Eles escutavam-me atentamente e entreolhavam-se em alguns momentos. Posteriormente, tentando descobrir o que minha história representava para eles, afinal eles são de outra geração bem distante daquela, para minha consternação, a sala virou uma grande galhofa. Eram três rapazes rindo da história da avó, diante da própria. Passei a vida, confesso, sendo considerada meio louca, em vários sentidos e por motivos diversos, enfim, não levaram muito a sério o que os contei. Almoçamos e cada um retornou a sua respectiva casa. Eu cá com meus bordados comecei a pensar e a cotejar o mundo da minha época e da época deles, perorei que falar em ideais, luta idealista e em impossível ser possível havia tornado-se, para muitos desta vigente sociedade, anacrônico. Com a conclusão em mente, perguntei-me, introspectivamente: Netos, o que dirão, vocês, ter feito de útil para a humanidade?

*Texto ficcional.
**Postado neste mesmo blog em 06/jun/07.