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segunda-feira, 2 de março de 2009

Cativante

"Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."

E hoje (2 de março) é o aniversário da linda rosa que cativei.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um E.T.

Poucas descobertas na vida deixaram-me tão triste quanto a de ontem.

— O Pequeno Príncipe é um E.T..
— Hã?
— Oxe, tu acha que ele é o quê? Uma criatura que vem de outro planeta só pode ser um E.T., um extra-terrestre...
— Pára!!!
— Um E.T.!!!
— Pára. Você está me frustrando.
— (Risos) Papai Noel não existe!
— Po, concluir que o Pequeno Príncipe é um E.T. é muito mais frustrante do que saber que Papai Noel não existe. Cara, isso é muito triste!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

De Joann Sfar para Saint-Exupéry


Antoine de Saint-Exupéry dispensa qualquer apresentação. O autor de O Pequeno Príncipe já teve todo o reconhecimento possível através da sua grande obra, traduzida da língua francesa para mais de 160 idiomas e dialetos, sendo o livro francês mais lido no mundo.

Publicado há mais de sessenta anos, nos Estados Unidos — por ocasião da lastimável Segunda Guerra Mundial — O Pequeno Príncipe ainda provoca emoção nos jovens e adultos que o lêem.

Tendo aprendido com o livro do aviador coisas sobre a morte e a aquarela, Joann Sfar — considerado um dos mais talentosos quadrinistas da nova geração franco-belga — publicou, no último dia 15, no Brasil, uma adaptação em quadrinhos do livro que já vendeu mais de 80 milhões de exemplares em todo o mundo.

Segundo a crítica, não se trata de uma versão fiel ao clássico infantil e é exatamente nisso que consiste sua beleza. O livro de Sfar já foi eleito pela revista francesa Lire a melhor História em Quadrinhos do ano. Um grande presente a Saint-Exupéry no 65º aniversário de publicação de O Pequeno Príncipe.

Nesse último Natal, eu que tive a honra de ser presenteada com toda a singeleza deste clássico que não canso de ler. A adaptação em quadrinhos, pelo que já pude conferir, foi detalhadamente produzida e o resultado parece muito bom. Certificarei-me disso depois da agradável leitura que farei assim que puder.

Obrigada, Papai Noel.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A LÉON WERTH

A LÉON WERTH
Peço perdão às crianças por dedicar este livro a uma pessoa grande. Tenho uma desculpa séria: essa pessoa grande é o melhor amigo que possuo no mundo. Tenho um outra desculpa: essa pessoa grande é capaz de compreender todas as coisas, até mesmo os livros de criança. Tenho ainda uma terceira: essa pessoa grande mora na França, e ela tem fome e frio. Ela precisa de consolo. Se todas essas desculpas não bastam, eu dedico então esse livro à criança que essa pessoa grande já foi. Todas as pessoas grandes foram um dia crianças. (Mas poucas se lembram disso.) Corrijo, portanto, a dedicatória:
A LÉON WERTH QUANDO ELE ERA PEQUENINO
Quem já leu O Pequeno Príncipe, certamente, impressionou-se com a belíssima dedicatória de Antoine de Saint-Exupéry a Léon Werth. Relendo o livro (na versão espanhola, El Principito), esses dias, para um trabalhoso trabalho de espanhol, novamente deparei-me com as palavras emocionantes de tal dedicatória. A leitura de cada frase parece dizer muito mais do que Exupéry explicitamente diz e propociona um choro tímido, por razões talvez não tão óbvias para outras pessoas. Assim, na curiosidade de descobrir quem foi Léon Werth, fui à busca e encontrei um texto bem legal sobre a relação que ele tinha com o grande Exupéry.

"Léon Werth, ensaísta e novelista francês encontrou-se com Saint-Exupery no ano de 1931. Tornaram-se amigos. Eram opostos. Werth era vinte e dois anos mais velho que o amigo, autor de vários livros, tendo sua escrita um estilo surrealista. Nada mais diferente e nada que impedisse essa amizade. Saint Exupery dedicou-lhe dois livros (Carta a um Refém, O príncipe pequeno) e consultou Werth em mais três. Enquanto escrevia "O pequeno príncipe", em New York, Saint-Exupery pensava nos amigos e suas privações por causa da guerra. Teria dito na ocasião que diante da impossibilidade de retirar os amigos da Europa em guerra, preferia juntar-se a eles e assim o fez.
O fim da segunda guerra mundial, Antoine de Saint Exupery não viveu para ver. Em 31 de Julho de 1944, o general Gavoille confia-lhe uma missão. É o seu último vôo. Desaparece sem deixar vestígios.
Leon Werth diria ao fim da guerra: a "paz, sem Tonio (Exupery) não é inteiramente a paz." Leon Werth não leu o livro pelo qual foi em parte responsável senão cinco meses após a morte do seu amigo, quando recebeu edição especial da obra."
Extraído, integralmente, de: Literatus