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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Can he change?

Chega hoje à Casa Branca, o 44º presidente dos Estados Unidos, e com ele, grande expectativa de mudanças. Em seu governo, Barack Obama para além de enfrentar os graves problemas econômicos de sua crise doméstica, e de ter de negociar problemas de ordem política no cenário internacional, vide principalmente, Afeganistão e Iraque, representa socialmente uma mudança de valores que há 46 anos seria impossível pensar.
Obama parece ser símbolo de inovação em todos os sentidos. Há muito não se via nos EUA um governo que mesmo antes de tomar posse, tentasse o diálogo com as várias forças políticas do país. Pois bem, na composição de sua equipe de trabalho, está sendo levado em consideração, a ampliação de sua base de governo, naquilo que ele chama de governo de unidade nacional. Essa a meu ver é uma atitude sensata, visto que como o próprio Obama frisou, essa crise que foi instalada no governo de seu antecessor, não é passageira e necessitará de apoio seja ele democrata ou republicano.
O novo presidente estadunidense inova outra vez ao perceber que essa crise é fruto do declínio na confiança nas velhas instituições e do esgotamento de certo estilo de vida, conhecido como “american way of life”. Nesse sentido, Obama quando fala que os EUA precisam de uma nova Constituição, não está dizendo que seu Estado precise ser re-fundado literalmente, mas sim, simbolicamente. Ou seja, o sistema capitalista predominante não precisa apenas de uma renovação ou recuperação, mas sim, de uma reconfiguração, naquilo que o transformaria em mais sustentável. O que não significa dizer que a mudança de paradigma representaria um não-consumismo, mas o que se pretende é uma produção e um consumo mais equilibrados, buscando-se fontes renováveis e mais “limpas” de geração de bens. Vale lembrar, que além do aspecto da produção, a crise também é reflexo de um modelo liberal, principalmente em suas características máximas, a não intervenção estatal e o regulamento por si só dos mercados. Nesse cenário, Obama emergeria com um potencial catalisador político – um líder.
Por fim, mas não menos importante, ele é o sonho idealizado por Luther King em 1963. Não despropositadamente, na postagem anterior, penso um pouco sobre a questão dos direitos civis nos Estados Unidos. Grande significado simbólico tem a sua ascensão à Casa Branca, isso talvez marcaria o fim da segregação racial nos EUA, o que poderia ter eco em vários outros países. Em vários países, mas em especial, nos EUA quando comparados vários indicadores sócio-econômicos de negros e brancos, vê-se que as oportunidades não são oferecidas equitativamente.
Sem mais delongas, sensatez, diálogo, mudança de paradigma econômico-político e final da segregação racial e ascensão da igualdade de oportunidades entre brancos e negros, parecem ser as pedras de toque deste novo governo. Contudo, esse clima amistoso, não deve ser estendido a todas as arenas. O governo Obama deverá ser protecionista, visto que isso é defendido pelo partido democrata, mas o que se espera mesmo assim, é diálogo para tomar decisões políticas e econômicas. Assim, o que podemos desejar é um bom governo, e ficar na torcida que ele possa fazer o que esperam dele, visto que não é à toa que vários grupos socias põem tantas esperanças em seu mandato. Mas mesmo assim, uma coisa já é certa, hoje na posse em Washington DC, estaremos vendo a História sendo feita, e tomara que essa seja uma história feliz. “It’s a beautiful day”!


*Texto a ser revisado

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

"Use Good Bril"

Hoje, no cabeleireiro, folheando uma Revista Caras, ri bastante com essa peça publicitária.

(Clique na imagem para vê-la com detalhes)

agência: W/Brasil
criação: Fabio Meneghini, Gastão Moreira
direção de criação: Rui Branquinho

Foto de Propagando Propaganda.